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PINACOTECA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO


Reflexões e Conquistas

Com um acervo de arte que começou a ser formado no final dos anos 1960, a Pinacoteca de São Bernardo do Campo reúne atualmente 1.125 obras de alguns dos artistas mais representativos da arte brasileira com pinturas, gravuras, colagens e esculturas. O espaço foi inaugurado há 29 anos com a missão de divulgar e estudar a arte moderna e contemporânea por meio da apresentação permanente de obras de seu acervo e da organização de exposições temporárias e, simultaneamente, captar e formar público para uma educação crítica do olhar em uma época saturada de imagens.

O prefeito Tito Costa inaugurou a Pinacoteca em 1980 com a presença de grande número de importantes artistas no cenário das artes plásticas do País, como Tomie Ohtake, Wesley Duke Lee e Waldomiro de Deus. Hoje, o espaço reúne um conjunto de obras que, além do seu valor estético, revela aspectos significativos da história social, política e cultural da região e do País.

Apesar de sua importância, esse acervo tem passado por uma história atribulada de caminhos e andanças, sendo acomodado em diferentes espaços físicos, em diversos endereços, sempre em condições precárias de instalação, preservação e exposição.

No final dos anos 1980, na primeira administração do prefeito Maurício Soares, foi criado o Núcleo Henfil de Ação Cultural com o objetivo de ser um espaço de referência de formação, informação e difusão das artes visuais na cidade e a Pinacoteca foi incorporada ao Núcleo, juntamente com a recém-criada Biblioteca de Arte.

Com o início da administração seguinte, o Núcleo teve o nome alterado para Espaço Henfil de Cultura e foi transferido para um edifício na Avenida Getúlio Vargas, local em que o acervo da Pinacoteca voltou a ficar mal instalado. O Espaço contava, desde o seu início - à época instalado na Rua Padre Lustosa -, com uma Biblioteca de Arte, que foi montada, organizada e dirigida por Ilva Aceto Maranesi com a finalidade de reunir e difundir o acervo municipal de publicações relacionadas às artes visuais.

Apesar desses percalços, a Pinacoteca não deixou de ter uma atuação marcante na cidade nesses anos. Principal responsável pela formação desse acervo, o atual curador da Pinacoteca teve sempre a preocupação de manter um diálogo vivo das obras com a criação, o pensamento e a vida política e social da região e do País. Em meados dos anos 1970, primeiros anos de formação do acervo, já eram apresentadas proposições de verdadeira ação cultural como aquela de registrar aspectos da cidade: podemos ver esses flagrantes de 30 anos atrás em obras de Durval Pereira, Rios Pinto, Santisteban, Salvador Rodrigues Jr. e Navarro, que podem ser encontradas no acervo.

Nos anos 1980, algumas proposições se voltam para a intervenção no espaço público para tratar de temas polêmicos, políticos e sociais por parte dos artistas, como a que reuniu, no Núcleo Henfil, na Rua Padre Lustosa, obras e manifestações contra a primeira guerra do Golfo. No Natal de 1983, a cidade recebeu, em diversos locais, placas de sinalização de trânsito pintadas por artistas como Waldomiro de Deus, Duílio Galli, Neusa Leodora, Orlando Mattos, Sarro e Alcides, obras que depois foram incorporadas ao acervo. Em outro momento, outdoors levaram a vários locais trabalhos de Chirinéa, Sarro, Sian, Orbetelli, Mari Moraes e Marbé, entre outros. Deve-se, ainda, destacar que em 2002 o curador voltou a convidar artistas para registrar aspectos da cidade: estão no acervo as obras que resultaram desta proposição, realizadas por José Carvalho, Mikio Sakata, Moro, Adolfo Dusi e Kuroiwa.

Assim como a Pinacoteca, a Biblioteca de Arte, instalada em uma sala de dimensões muito reduzidas para abrigar o acervo e receber adequadamente o público, continuou a realizar um trabalho marcante de ação cultural. Sob a coordenação de Ilva Aceto Maranesi, foi palco de projetos importantes, inovadores e exemplares que contaram com a participação e o envolvimento dos artistas plásticos da cidade, assim como de muitos consulentes em geral, tornando-se um centro propagador de ideias e de ações.

Na administração anterior, o prédio do antigo Fórum Municipal foi reformado para abrigar a Pinacoteca, as atividades de formação em artes visuais e a Biblioteca de Arte, isto é, aqueles serviços que estavam reunidos no Espaço Henfil de Cultura. Depois de passar por novas intervenções no início de 2009, é esta casa que hoje está aberta para a população da cidade e de todas as partes e, nela, desejamos que se sintam todos muito bem-vindos. Ao reabrirmos, inauguramos um Jardim de Esculturas que expõe na área externa algumas das mais significativas obras tridimensionais do acervo. E aproveitamos a ocasião para reconhecer o trabalho realizado por Ilva Aceto Maranesi, recentemente falecida, ligando definitivamente seu nome à Biblioteca de Arte que animou durante vários anos.

A Pinacoteca, em sua casa nova, é o maior espaço de exposição permanente de arte moderna e contemporânea da região do ABC, com quatro espaços expositivos, auditório, biblioteca de arte e um jardim de esculturas. Suas atividades estarão intimamente associadas às ações do novo Centro Livre de Artes Visuais que funcionará em edifício anexo.

Além da difusão de seu importante acervo que inclui uma coleção de arte popular e outra de artistas do ABC, a Pinacoteca está preparada para ser um local de promoção de projetos multidisciplinares que relacionem as artes visuais com as artes audiovisuais, a música ou a poesia, por exemplo, favorecendo a pesquisa, a inovação, a experimentação e o desenvolvimento da criação sem fronteiras.



Pinacoteca de São Bernardo do Campo
Rua Kara, 105 - Jardim do Mar - Fone: 4125-4056
terça a sábado, das 9h às 17h (quintas até 20h30).
 

 
 
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