home pageárea restrita
...
......

Medicamentos


MedicamentosA epidemia de aids no mundo é assunto que deve ser debatido constantemente; principalmente quando se pensa em respostas para a melhora no tratamento e na assistência aos portadores do HIV e da aids.

O Brasil é um dos primeiros países a adotar políticas de saúde significativas para a melhoria ao atendimento dos portadores do HIV/aids. Dentre essas políticas, destaca-se o acesso universal e gratuito da população aos medicamentos usados no tratamento das pessoas com aids.

No início da década de 90, foi iniciada a política de distribuição universal e gratuita de anti-retrovirais. Atualmente, mais de 120 mil pacientes estão em tratamento com os 15 anti-retrovirais distribuídos pelo Sistema Único de Saúde.

E como resultado desse acesso, observa-se no País redução significativa da mortalidade e do número de internações e infecções por doenças oportunistas. O governo brasileiro poupa com internações e investe cada vez mais na produção local dos genéricos. Fato que torna viável e eficiente o acesso universal e gratuito ao tratamento anti-retroviral.

Produção de genéricos

A produção nacional de medicamentos anti-retrovirais é fator essencial para a viabilidade da distribuição universal e gratuita dessas drogas para as pessoas que vivem com a aids.

Essa produção teve início em 1993, com a fabricação da zidovudina (AZT). No ano seguinte, o LAFEPE - Laboratório do Estado de Pernambuco - deu início à produção de mais 7 medicamentos. Existem hoje no Brasil vários outros laboratórios que produzem os ARV, como Far-Manguinhos/FIOCRUZ, Fundação para o Remédio Popular/SP, Instituto Vital Brasil/RJ e outros. O Far-Manguinhos produz, aproximadamente, 40%, ou melhor, 6 dos ARV utilizados no Brasil, sendo todos aprovados em testes de bioequivalência (o que é isso...) e, portanto, licenciados como droga genérica. Os 8 anti-retrovirais produzidos no Brasil são a didanosina (ddI), a lamivudina (3TC), a zidovudina (AZT), a estavudina (d4T), a zalcitabina (ddC), o indinavir, a nevirapina e a associação AZT+3TC em um mesmo comprimido.

Atualmente, os gastos do governo com a importação de ARV é cerca de R$ 610 milhões. E se não fosse possível a fabricação nacional dos 8 medicamentos já mencionados, os gastos chegariam a R$1.325 bilhões! Fator que tornaria o programa de distribuição universal e gratuita inviável.

A diminuição de custos na importação dos medicamentos ARV e o acesso dos pacientes à terapia anti-retroviral reflete diretamente na melhora da qualidade de vida dos portadores do HIV/aids. Houve redução de aproximadamente 50% do número de óbitos no Brasil, entre os anos de 1995 a 2001, e queda de 80% nas internações hospitalares por doenças oportunistas ou sintomas graves da aids, o que gerou uma economia substancial de recursos.

Números

O acesso universal e gratuito aos medicamentos anti-retrovirais é política prioritária da Coordenação Nacional de DST e Aids. Atualmente, existem mais de 120 mil pacientes em tratamento com anti-retrovirais, o que representa cerca de 100% das pessoas notificadas com aids.

O Brasil distribui 15 medicamentos anti-retrovirais na rede pública de saúde. Sendo que 8 desses são produzidos nacionalmente. Fato que reduz sensivelmente os gastos com a importação de ARV. Em 2000, foram gastos US$ 303 milhões com medicamentos para atender uma média de 100 mil pacientes. Em 2001, os gastos foram de US$ 235 milhões para atender uma média de 105 mil pacientes. Já em 2002, foram gastos US$ 167 milhões para tratar 119 mil 500 pacientes. Ainda, 39% dos recursos são gastos com medicamentos produzidos nos laboratórios nacionais e 61% com medicamentos importados no ano de 2002.

Outro fator importante é a queda da mortalidade por aids e do número de internações em hospitais públicos. Houve, entre os anos de 1995 a 1999, uma queda de aproximadamente 50% na taxa de óbito no País. Já o número de internações por doenças oportunistas, como tuberculose, pneumonia etc. teve uma redução de 80%. De 1997 a 2001, 358 mil internações por doenças oportunistas foram evitadas, gerando uma economia de US$ 1,1 bilhão.
 
© Copyright 2011  -  Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo
Praça Samuel Sabatini, 50 - CEP 09750-001 - PABX 4348-1000   -   283