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  Anchieta Aspectos Históricos
  


ASPECTOS HISTÓRICOS
PARQUE ANCHIETA:

         1936 - Antonio Domingues Pinto Junior, morador de Santos, estava se mudando para São Bernardo, onde acabara de comprar 15 alqueires de terras entre o velho Caminho do Mar e a Estrada do Vergueiro, na região do atual Bairro Anchieta.

Grande comerciante, tendo estudado na Inglaterra, Antonio Pinto tinha objetivos definidos: criar cavalos de corrida, seu grande hobbie. E seus objetivos foram cumpridos, como conta um dos seus cinco filhos, o advogado Ricardo Tameirão, industrial de fábrica de móveis Mieli.

“- Papai fundou o haras Anhanguera, chegando a ter 40 cavalos irlandeses, ingleses, argentinos e nacionais, todos da mais pura linhagem. Seus primeiros produtos correram nos hipódromos da Gávea, da Móoca e depois da Cidade Jardim. Os 15 alqueires de terras junto ao Caminho do Mar, papai comprou da família Perrela, de São Caetano. Eram área cobertas de mato, abandonadas. Nelas, papai manteve vários anos o haras. Mamãe plantava árvores, estas árvores bonitas que hoje formam o verdadeiro bosque que é o Parque Anchieta”.

Ricardo Pinto lembra das corridas de trote e charrete na Estrada do Vergueiro. Lembra do picadeiro, dos obstáculos para equitação que existiam no haras. Lembra das paineiras, dos pinheiros, das muitas árvores que sua mãe, Dona Alice Tameirão Pinto, falecida em 1951, plantou. Lembra da olaria Cruz de Malta, que era do pai e que funcionou por muitos anos seguidos no terreno hoje ocupado pelo Almoxarifado da Prefeitura.

“- O Parque Anchieta foi loteado em 1949, com um objetivo: fazer surgir um bairro diferente, só para veranistas que formassem uma grande chácara. E a chácara foi formada. Gente de Santos começou a comprar lotes. Lotes de 1.000, 2.000 metros quadrados. As plantas das casas tinham que ser examinadas com antecedência por papai, antes do início das construções. Era proibido construir bares, mercearias ou quaisquer outros estabelecimentos comerciais no loteamento”.

Antonio Pinto estava contente com o loteamento. Até que Dona Alice, sua esposa, faleceu e ele achou melhor mudar para o interior. Ricardo, seu filho, passou a tomar conta do loteamento. “

- Naturalmente, o loteamento se transformou em loteamento residencial. Já na metade dos anos 60 ninguém tinha casa de veraneio no bairro. Apenas casas definitivamente transformadas em residências. Vendemos os últimos lotes em 1968”.

Antonio Domingues Pinto Junior faleceu em 1969, em Capivari, no interior de São Paulo.

O Parque Anchieta deveria ser maior. Só não o é porque grande parte foi desapropriada no início dos anos 50. Esta parte desapropriada, na Av. Kennedy, foi por muito tempo o Setor de Parques e Jardins da Prefeitura, hoje, em 2004 foi construído o “ Parque Municipal São Bernardo” . Pessoas importantes já moraram no bairro: José Carlos de Almeida Prado, banqueiro; Olavo Fontoura, industrial e foi candidato a prefeito da cidade, Francisco Cuoco.

No início, o velho Antonio Domingues Pinto Junior era quem fiscalizava e obrigava os compradores de terrenos a não construírem qualquer tipo de estabelecimento comercial no Parque Anchieta. Agora essa exigência é fiscalizada pela Prefeitura.

O Parque Anchieta faz parte do Bairro Anchieta, junto à Via Anchieta e ocupa trecho da linha colonial São Bernardo Velho, outrora espaço da Fazenda dos Beneditinos. O Haras ali existente foi transformado em loteamento em 1949, sendo aprovado no mesmo ano, em 20 de maio, ocupando área de 174 m2. É um dos recantos mais luxuosos da cidade.

VILA SÃO JOÃO: um dos mais antigos loteamentos, criado na década de 20.

VILA DAYSE: lotada no início dos anos 50.

PARQUE SÃO DIOGO: loteado em 1953 e aprovado em 20/10/1958.

JARDIM SILVESTRE: 1956, aprovado em 04/10/1956.

JARDIM COPACABANA: 1970.

JARDIM ANTARES: 1965.

JARDIM HOLLYWOOD: 1953, aprovado em 12/06/1953.

JARDIM PARAMOUNT: 1972.

JARDIM TRÊS MARIAS: 1955, aprovado em 17/04/1959.

VILA MARGARIDA: uma das mais antigas, sem registro específico na Prefeitura.

VILA SUZANA: 1964.

VILA SÔNIA: um dos mais antigos loteamentos.

VILA MARLENE: a via de acesso utilizada de São Paulo para Santos era a estrada do Vergueiro. Entretanto, com o advento automobilístico, o Dr. Rudge Ramos fez a abertura da Avenida Caminho do Mar, que trouxe a valorização dos terrenos à margem da estrada na década de 20 a 30, e apesar da crise, a especulação se prolongou até por volta de 1939.

Um desses loteamentos denominou-se Vila Miziara, constituída de lotes grandes (áreas maiores de padrões antigos) que foi loteada (sem aprovação) pelo proprietário Sr. Gabriel Marão, cidadão de origem Síria, com residência em Taquaritinga (falecido na Palestina), tendo vendido alguns lotes antes da paralisação do progresso.

Mais tarde o restante do loteamento foi comprado pelo Sr. José Fongaro, que por sua vez reloteou a área através do processo nº 385/51 aprovado em 02 de março de 1951, e a localidade passou a ser chamada Vila Marlene, cujo desenvolvimento acentuou-se após a abertura da Via Anchieta.

As denominações de suas ruas são todas originárias de pessoas da família do loteador (Ruas Mário Fongaro, Flávio Fongaro, etc.).

O primeiro estabelecimento comercial (bar) era de propriedade do Sr. Barbosa, que era pai do garoto Edgar Gerson Barbosa (vítima de um atropelamento, vindo a falecer) e daí a lei municipal que deu origem ao nome em uma das ruas do bairro.

VILA TEREZA: a criação de Vila Tereza se deu em uma parte do lote colonial nº 11 da Linha São Bernardo Velho, do antigo Núcleo Colonial São Bernardo, pertencente à Fazenda dos Frades Beneditinos.

São Bernardo Velho, origem no fato de que na junção do córrego Borda do Campo com Ribeirão dos Meninos, existia um núcleo primitivo ligado à Vila São Bernardo, tendo existido onde hoje está a Indústria Villares, uma capela, provavelmente do período seiscentista (sec. XVI) que desapareceu até o último vestígio pela terraplanagem dessa Indústria.

Situa-se nos mais primitivos acessos de São Paulo para o Mar, passando por São Bernardo. A estrada do Vergueiro consolidou o acesso à Vila.

A área do loteamento denominado Vila Tereza pertencia aos Srs. Thomas Corbett e Cássio G.S. Werneck, sendo aprovado em 22 de maio de 1963, embora o início do loteamento tenha ocorrido no ano de 1953 com a entrada do processo de número 3532.

Trata-se de localidade com características estritamente residenciais. Suas ruas receberam denominações que homenageiam fatos históricos importantes ligados à revolução Paulista de 1932, exemplo: 9 de Julho; 23 de Maio; Batalhão Borba Gato, etc., inclusive M.M.D.C. que era duplicata do nome de uma rua do Bairro Paulicéia e foi substituída por Rua Tijuca, em continuidade da rua do Jardim Copacabana.

Lei nº 1422 de 11/05/1966 denomina Bairro Anchieta

Fonte: São Bernardo, Seus Bairros, Sua Gente - Cadernos Históricos - 1981 - Ademir Médici Colaboração: Sr. Leonardo Fernandes Filho - Assistente SO.3 Sr. Newton Ataliba Madsen Barbosa (01/10/1975) Execução: Seção de Pesquisa e Banco de Dados - SA.212 – PMSBC

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