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ASPECTOS HISTÓRICOS

O povoado foi erigido por João Ramalho, um português, no local onde vivia a tribo guaianazes. Foi oficialmente elevado à categoria de Vila em 08 de abril de 1553, mudando seu nome para Santo André da Borda do Campo.

Devido a rivalidades existentes entre os Padres Jesuítas e João Ramalho e ainda em função dos constantes ataques dos índios, a Vila foi extinta, e seu pelourinho, junto com seus habitantes, foi mudado para São Paulo, dando origem à cidade de São Paulo, com obediência às ordens de Mem de Sá, Governador do Brasil.

Mais tarde, na metade do século XVII, foram organizadas fazendas no território da antiga Vila, para o cultivo de arroz, mandioca e feijão. Em 1728, Antonio Pinheiro da Costa recebeu a gleba denominada Fazenda São Bernardo. A partir daí São Bernardo passou por grandes mudanças, num crescimento extraordinário, até que, finalmente em 30/11/1944, emancipou-se como cidade, com o nome de São Bernardo do Campo.

No local onde viajantes pernoitavam antes de descer a serra ou então antes de prosseguir caminho até São Paulo, foi edificada uma pequena capela em louvor a Nossa Senhora da Conceição, que definitivamente instalada em 20/12/1736, passou a chamar-se Nossa Senhora da Boa Viagem.

Nunca era iniciada a viagem sem antes pedir a benção da Virgem Santíssima. Assim surgiu a devoção de Nossa Senhora da Boa Viagem.


VILA DUSI

Existem duas hipóteses quanto a origem do nome Vila Dusi: a primeira, mais provável, que teria sido uma homenagem a família Dusi, proprietária de parte da área que deu origem a Vila e que lá reside desde sua formação até os dias atuais. Ainda em conseqüência, os loteamentos vizinhos ficaram também conhecidos como Vila Dusi; a segunda, que teria sido uma homenagem à famosa soprano italiana, Eleonor Dusi, que esteve no Brasil no auge de sua carreira, pouco antes do florescimento da Vila.

Oficialmente, tanto a Vila Dusi como a Vila Gonçalves foram loteadas num mesmo ano: 1941. A Vila Dusi pelas famílias Dusi e Angeli; a Gonçalves, por Olavo Gonçalves.

Na época dos loteamentos as localidades eram maiores. Faziam divisa com o então cristalino Rio dos Meninos, que cruza todo o centro da cidade e que hoje está canalizado, passando sob a Av. Brigadeiro Faria Lima, entre as Ruas Jurubatuba e Marechal Deodoro.

A área hoje denominada Vila Dusi é formada por três loteamentos: um deles, sem denominação é resultante de um inventário da família Corradi e subdivisões de seus herdeiros (Eleutério Antonio Siqueira e Artur Corradi, principais subdivisores), cujo eixo é formado pela Rua do Cruzeiro; a segunda parte denominada Vila Campestre, propriedade da “Sociedade Civil Vila Campestre”, responsável pelo loteamento à cargo do Sr. José Angelini, abrangendo a faixa da Rua Príncipe Humberto à Alameda Glória e da Via Anchieta à Rua Anita Garibaldi, hoje Rua Jurubatuba; a terceira e última parte era propriedade da família Angelo e Maria Dusi, loteada por Leoni Angeli.

A região constituía-se em Lotes Coloniais de 1 a 4 da Linha Jurubatuba do antigo Núcleo Colonial de São Bernardo, e se localiza num ponto bastante alto, oferecendo vista a toda área central da cidade.

O Lote Colonial de nº 1 e 2 pertencia ao Jardim Campestre, o de nº 3 à Vila Dusi e o de nº 4 ao Jardim Paraná, onde foi instalada a Indústria Matarazzo.

O Lote Colonial de 1 a 4 foi regularizado pela Prefeitura do Município de Santo André em 08 de abril de 1939, pelo decreto nº 1202 da Lei nº 271, que através do processo 3573/41 em fevereiro de 1943, pelo decreto nº 34, de 24 de março de 1943, foi aprovado.
A Vila Dusi foi a que obteve uma maior expansão e a região que era composta inclusive pelos Jardins Paraná (I.R.F.M.) e Campestre foram unificadas, pertencendo à região que é hoje conhecida como Vila Dusi.

Com a abertura da Via Anchieta e do Oleoduto, os terrenos sofreram cortes dos trechos finais de suas ruas, exceto as terras loteadas da família Dusi, pois as mesmas terminavam na atual Rua Newton Monteiro de Andrade que antigamente se chamava Estrada das Colônias, servindo de acesso aos lotes coloniais, hoje situados além da Via Anchieta, na região da Saab-Scania.

Durante muitos anos existiu um ponto mais alto da Vila, um “Cruzeiro” instalado em propriedade particular pelas Missões, para onde eram feitas romarias e que mais tarde, no início dos anos 60, foi removido para a Vila Baeta Neves.

A rua que dava acesso a esse marco religioso recebeu o nome de Rua do Cruzeiro e assim também ficou conhecida toda a vizinhança, cujos moradores costumam ainda usar a expressão “Morro do Cruzeiro”, perpetuando o nome.

Embora a Vila esteja localizada na parte principal do centro da cidade, em função de não ser cortada por vias principais de acesso ou de passagem, fazer limite com área das indústrias Matarazzo e ainda ser limitada também com a Via Anchieta, tornou-se de certa forma isolada das grandes concentrações comerciais, fluxos de tráfego, etc., constituindo-se de região com características predominantemente residenciais com as melhores condições de habitação.

O progresso tardou um pouco, devido ao morro que dificultava o acesso e não permitia o abastecimento de água em condições normais, impedimento já sanado com o primeiro poço artesiano aberto na cidade pela Prefeitura Municipal e em pleno funcionamento, e ligações transversais com a Alameda Glória que permitem o trânsito sem passagem pelo morro do cruzeiro.

A primeira extensão da rede de energia elétrica domiciliar foi executada em 1946 (Príncipe Humberto) e a iluminação pública encandescente em 1962 (Rua Castelo Branco) substituída por luminárias a vapor de mercúrio em 19 de dezembro de 1970.


VILA GONÇALVES

A Vila Gonçalves foi loteada em 1941, por Olavo Gonçalves. A exemplo da Vila Dusi, sua vizinha da região, era maior que atualmente, pois estendia-se até o Ribeirão dos Meninos, no centro.

Antes de ser loteada, a Vila Gonçalves era uma chácara de um senhor português, João Domingos Tavares, que passou por dificuldades financeiras e perdeu sua propriedade. Essa área acabou indo a leilão, sendo arrematada por Manoel Gonçalves, pai de Olavo Gonçalves, o mesmo Olavo que depois lotearia a vila.

O maior sonho de Tavares era lotear sua chácara. E ele chegou a abrir todo o arruamento do bairro, na base da caçamba, a partir de 1926. Por muito tempo, uma grande placa em destaque mostrava que ali era a Vila Tavares.

Quando Tavares perdeu sua propriedade ela estava quase pronta para ser loteada. O arruamento, feito por ele, sofreu pequenas modificações, cabendo a Olavo Gonçalves efetuar a venda dos primeiros terrenos, reabilitando o loteamento por volta de 1937, 1938, quando a Vila Gonçalves começou de fato a ser formada.


JARDIM MARIA CECÍLIA

O Jardim Maria Cecília, sem outras características, representa, no entanto, um marco significativo. Quando loteado, em 1956, São Bernardo mantinha ainda feições provincianas, mas já começava a sentir os resultados práticos proporcionados pelas indústrias automobilísticas que começavam a ser instaladas na cidade. As grandes áreas do Município começavam a ser analisadas: ou para loteamentos, ou para setores industriais. e o Maria Cecília, bem localizado, romântico até, nascia como um título proposto: a pérola residencial de São Bernardo do Campo.
O Jardim Maria Cecília nasceu organizadamente demais, diferente da maioria dos loteamentos abertos na época.

A capelinha foi logo construída, a frente de um bambuzal, ao redor de um pequeno jardim. Tornou-se logo a referência principal.

Os autores do loteamento foram Darcy Itibere, professor de Medicina e Jair Ribeiro da Costa, Presidente da Coesan. Os dois adquiriram o terreno, que pertencia aos Sabatini, batizando-o com o nome de uma filha.

E o bairro fixou-se mesmo como residencial, de comércio fraco, dado à proximidade com o Centro, e sem indústria.

Os melhoramentos vieram normalmente, sucedendo-se aos outros. No final dos anos 60, com a construção do Pronto Socorro Central da Prefeitura, o loteamento ganhou maior movimentação ao seu redor.

A capelinha, com teto de madeira, pintada de azul e vermelho, foi sobrevivendo, mas o bambuzal e as construções cercavam o templo de tal forma que prejudicaram a sua visualização: hoje a capelinha está espremida entre uma imensa e nada poética caixa de força e o serviço odontológico do Pronto-Socorro.


VILA EUCLIDES

Dona Maria Adelaide não sabia que sua velha casa branca, entre o lago e os eucaliptos, estava sendo usada clandestinamente para encontros amorosos. E quando ficou sabendo de tudo, a chamada Gôndola do Amor encontrou seu fim.

A casa de Dona Maria Adelaide ficava na região de Vila Euclides, mais precisamente no atual Jardim Chácara Inglesa, loteamento aberto pelos descendentes de Dona Maria Adelaide após o seu falecimento. Dona Maria Adelaide faleceu em 1970, alguns meses após o falecimento de Miguel Gobby que, em 1928, iniciou o loteamento de Vila Euclides.

A casa foi construída por um Barão Inglês, que nela residiu até por volta de 1940. Mais tarde, com o surgimento da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, a casa com o nome de Gôndola passou a servir como restaurante dos artistas da Companhia. Isso a partir dos últimos anos da década de 40. Depois, quando a Vera Cruz entrou em fase de declínio, os objetivos iniciais do restaurante Gôndola deixaram de ser cumpridos.

Nesta região, o primeiro loteamento aberto foi o da Vila Maria Adelaide, um ou dois anos antes da Vila Euclides, por volta de 1926/27.

Na verdade, a Vila Euclides propriamente dita, mesmo extra-oficialmente, merece emprestar seu nome a esta região de São Bernardo. Por vários motivos. Um deles: por causa do cemitério central de São Bernardo, que começou a ser formado em 1892, a Vila Euclides sempre foi muito conhecida. Além disso, a Vila supera, em extensão, tanto a Vila Maria Adelaide como o Jardim Chácara Inglesa.

O nome Euclides foi dado à Vila em homenagem ao neto de Miguel Gobby, que na época do loteamento não tinha nascido. De fato, Euclides Rizzaro, o neto de Miguel Gobby, nasceu um ano depois da abertura do loteamento, em 1929.


JARDIM DO MAR

A Vera Cruz foi fundada por Franco Zampari, em 16/12/1949, num local logo à entrada de São Bernardo (para quem vem da Via Anchieta), que depois se tornaria em um dos mais belos e elegantes loteamentos da cidade - o Jardim do Mar.


Fonte: São Bernardo, Seus Bairros, Sua Gente - Cadernos Históricos - 1981 - Ademir Médici
Execução: Seção de Pesquisa e Banco de Dados - SA.212 – PMSBC


Bens Tombados

Capela Nossa Senhora da Boa Viagem
Características:Tombado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de São Bernardo do Campo (COMPAHC).
Endereço:Rua Marechal Deodoro, s/nº – Tel.: 4123-6740
Nº. Processo:Nº 18.702/85
Tombamento:Lei nº 2.611, de 18/06/84, Decreto nº 8.676, de 15/01/87

 

Bens Tombados

Prédio Conhecido como Casa do Esporte (Hoje denominada Câmara de Cultura “Antonino Assumpção”)
Características:Sede da primeira Câmara eleita pelo povo. Tombado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de São Bernardo do Campo (COMPAHC).
Endereço:Rua Marechal Deodoro, 1325
Nº. Processo:Nº 18.002/85
Tombamento:Lei nº 2.611, de 18/06/84 Decreto nº 8.681, de 16/01/87

 

Bens Tombados

Capela Santa Filomena
Características:Tombado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de São Bernardo do Campo (COMPAHC).
Endereço:Rua Marechal Deodoro, 637
Nº. Processo:Nº 18.707/85
Tombamento:Lei nº 2.611, de 18/06/84 Decreto nº 8.675, de 16/01/87

 

Bens Tombados

Pavilhão e Estúdios da antiga Cia. Cinematográfica Vera Cruz (Hoje Proj. Nova Vera Cruz - Museu do Cinema)
Características:Tombado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de São Bernardo do Campo (COMPAHC).
Endereço:Av. Lucas Nogueira Garcez , 856 – Jardim do Mar – Tel.: 4125-9121
Nº. Processo:Nº 4.158/87
Tombamento:Lei nº 2.887, de 29/05/87

 

Bens Tombados

Prédio conhecido como Casa do Comissário do Café
Características:Tombado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de São Bernardo do Campo (COMPAHC).
Endereço:Rua João Gross, 221 – Vila Gonçalves – Tel.: 4123-9244
Nº. Processo:Nº 18.705/85
Tombamento:Lei nº 2.611, de 18/06/84 Decreto nº 8.680, de 16/01/87

 

Bens Tombados

Cidade da Criança (terreno, área e cenários construídos para a gravação da novela “Redenção”)
Características:Tombado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de São Bernardo do Campo (COMPAHC).
Endereço:Rua Tasman, 301 – Jardim do Mar
Nº. Processo:Nº 13.119/89
Tombamento:Lei nº 3496, de 01/06/90

 

Bens Tombados

Escola Municipal de Ensino Básico “Santa Terezinha”
Características:Tombado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de São Bernardo do Campo (COMPAHC).
Endereço:Alameda Glória,197
Nº. Processo:Nº 6576/ 00
Tombamento:Lei nº 4860, de 02/05/00

 

Bens Tombados

Torre da ELNI
Características:Caixa d’água da ex- Indústria da ELNI tombado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de São Bernardo do Campo (COMPAHC).
Endereço:Rua Henrique Alves dos Santos – V. Euclides
Nº. Processo:Nº 5.804/99
Tombamento:Tombado definitivamente em abril/2001

 

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