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Teste do Pezinho: um direito da criança e um dever dos pais

Teste do Pezinho: um direito da criança e um dever dos pais

03 de Jun de 2016 Marizete Marson
O exame detecta precocemente várias doenças que podem prejudicar o desenvolvimento do bebê.

O Teste do Pezinho é um exame simples, que consiste em uma picadinha no calcanhar do bebê para retirar algumas gotas de sangue. O exame detecta precocemente várias doenças que podem prejudicar o desenvolvimento do bebê.

O ideal é que se colha a gota de sangue entre o terceiro e sétimo dia de vida. A coleta do sangue é feita rapidamente com um único furo.  Caso o bebê seja prematuro, ele deve ser submetido a um novo teste aos quatro meses de vida.

O Programa Nacional de Triagem Neonatal cobre a identificação de até quatro doenças pelo SUS. São elas:

- Fenilcetonúria: doença que ocasiona comprometimento neurológico irreversível no desenvolvimento da criança, convulsões;

- Hipotireoidismo congênito: doença que pode levar ao retardamento mental;

- Anemia falciforme e outras hemoglobinopatias: tipo de anemia de causa genética que causa dores no corpo, fraqueza, emagrecimento e insuficiência cardíaca;

- Fibrose cística: a doença leva à produção de grande quantidade de muco, comprometendo o sistema respiratório, afetando também o pâncreas. A criança pode evoluir com pneumonias de repetição e lesões pulmonares irreversíveis. Pode evoluir com desnutrição devido à má absorção de alimentos pelo intestino;

O pediatra José Kleber Kobol Machado afirma que todas essas doenças podem ser prevenidas e evoluir bem caso sejam diagnosticadas precocemente.  “Se o teste for alterado para os hormônios da tireóide, podemos repor esses hormônios com medicação e a criança levará uma vida saudável, evitando as complicações do hipotireoidismo”.

Detalhou também que, em outra hipótese, “se o exame indicar grande quantidade de fenilalanina no sangue, temos que prevenir a doença fenilcetonúria dando uma fórmula láctea especial para o bebê ter um desenvolvimento normal”. “O bebê não poderá se alimentar do leite materno porque não pode ingerir essa substância”.  Nos casos de anemia, o diagnóstico precoce evita complicações apesar destas anemias não terem cura.

“O mesmo ocorre com a fibrose cística, o defeito genético permanecerá, mas podemos melhorar a qualidade de vida do paciente evitando ou diminuindo as complicações desta doença”, finaliza o pediatra e diretor técnico e clínico do Hospital Municipal Universitário.