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Nosso caminho pelo tempo. Foto de aglomerado de pessoas: rostos de homens, mulheres e criança. Fonte: Acervo do Centro de Memória, SCJ, PMSBC, 1979

 

 

 

 

"Paulistarum Terra Mater" é a frase, em latim, estampada no brasão de São Bernardo do Campo: a "Terra mãe dos paulistas"[1]! Muito mais que um espaço que habitamos, é um local de muitas histórias! A cidade que agora encontramos é resultado de muita força e de um longo trajeto percorrido[2] para a construção de sua identidade.

O território de São Bernardo já era habitado pelos povos indígenas, os povos originários da região, mais especificamente os indígenas da etnia guaianases, antes de ser colonizado pelos portugueses e pelos africanos, à época, escravizados. A conhecida união do português João Ramalho com Bartira, de origem indígena, filha do cacique Tibiriçá, é registro histórico lendário da miscigenação entre diferentes etnias em nossa região. Uma mistura que, centenas de anos depois, daria origem a uma população diversa composta não só de indígenas, portugueses e africanos e da mistura destes povos, mas também de imigrantes europeus, orientais e o próprio povo brasileiro que veio do norte, do centro-oeste, do sul, do nordeste e do sudeste. Estas bases socioculturais diversas criaram uma população em que a pluralidade é muito explícita.

 

 

Podemos ver como era a composição dos habitantes da nossa cidade em 2010, a partir dos dados do último Censo Demográfico, sistematizados no gráfico do Painel Estatístico que reproduzimos a seguir. Mais de 50% dos habitantes da nossa cidade vieram de outros municípios, regiões e países e 47,7% dos moradores nasceram aqui em São Bernardo.

 

Fonte: PMSBC, SOPE, Painel Estatístico, 2020, p. 47

 

O cotidiano no município é uma grande evidência da diversidade de origens dos habitantes da cidade. Atraídos inicialmente pelas políticas do império de distribuição de terras, os lotes coloniais, e pelas políticas de busca de mão-de-obra da nova República, para as lavouras de café no interior do Estado de São Paulo e mineração na região das Minas Gerais, vieram principalmente imigrantes alemães, italianos e poloneses que acabaram se estabelecendo por aqui. Posteriormente, em razão da atratividade gerada pelo desenvolvimento econômico industrial, por volta dos anos 1950, São Bernardo do Campo recepciona também muitos imigrantes nordestinos.

Segundo o IBGE e PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), cerca de 18% dos habitantes do município são nordestinos[3], em sua maioria, mulheres. Vinham para São Bernardo principalmente os jovens, que mudaram de região em busca de melhores condições de vida e de oportunidades de emprego, fugindo das instáveis e difíceis condições de trabalho e da seca no Nordeste. Não é por acaso que a região, como o estado de São Paulo inteiro, tem muitas festas em celebração ao povo nordestino, valorizando suas tradições e memória, sua cultura, costumes e beleza. Assim como o povo nordestino, os imigrantes europeus também firmaram aqui suas raízes, influenciando fortemente a cultura e as tradições locais. Mais recentemente ganham espaço os imigrantes de origem japonesa, árabe e africana.

Apesar do intenso movimento migratório dos nordestinos em direção ao Sudeste do país, no século XXI e segundo o último censo do IBGE, em 2010, foi possível observar que muitos imigrantes estão voltando para seus estados de origem, o que possivelmente ocorre em razão da saturação do mercado de trabalho local, do alto nível de qualificação exigido pelos postos de trabalho e pela busca de novas oportunidades ocupacionais. Entretanto, a população não parou de crescer.

 

Fotos: Acervo do Centro de Memória, SJC, PMSBC, 1990

Podemos perceber como foi a variação do número de habitantes entre as décadas de 1950 e 2010 analisando o gráfico a seguir, do Painel Estatístico de São Bernardo do Campo. Em apenas 60 anos, a população de São Bernardo variou entre 29.295 habitantes e 765.463 habitantes no Censo de 2010! Um crescimento enorme! O destaque fica entre os anos de 1950 e 1980, quando a população mais que dobrava a cada década! [4]

 

 

Fonte: PMSBC, SOPE, Painel Estatístico, 2020, p. 38

Possuindo uma área de 407,47 km², São Bernardo abriga o maior número de habitantes na Região do Grande ABC. A estimativa em 2019 é que este número seja de 838.936 pessoas, representando o quarto maior município do Estado de São Paulo em população e ficando atrás apenas da capital, de Guarulhos e de Campinas.

 

Fonte: PMSBC, SOPE, Painel Estatístico, 2020, p. 38

 

O povo indígena em São Bernardo do Campo

O povo Guaianases, originário da nossa região, foi completamente dizimado em 1898, quando foi derrubada a última resistência indígena no bairro de mesmo nome, na cidade de São Paulo. Porém, as terras sãobernardenses continuam a ter um papel importante na preservação da cultura indígena. Aqui vivem várias pessoas remanescentes dos povos Guarani, que historicamente habitam principalmente a região de Mata Atlântica no sudeste e sul do Brasil, se estendendo a outros países da América do Sul. Parte desse grupo remanescente está aldeado, e parte vive na área urbana. São duas aldeias indígenas: Tekoa Guyrapaju e Tekoa Kuaray Rexakã (Brilho do Sol) localizadas na Região do Pós-Balsa. Estas duas “tekoa” fazem parte de um grupo de 7 aldeias que foram criadas dentro da Terra Indígena Tenondé-Porã, onde vivem mais de 1500 pessoas – uma área de cerca de 160km² que se estende pelos municípios de São Bernardo do Campo, São Paulo, São Vicente e Mongaguá, como podemos ver no mapa ao lado. Os Guaranis Mbya, povo indígena que vive na região, aprendem primeiro a falar o guarani e, por volta dos 6 anos de idade, passam a aprender o português. Circulam a pé entre as aldeias por trilhas no meio da mata e tem como costume viajar para aldeias distantes no litoral e até mesmo para outros países da América do Sul, além de receber visitantes de outras aldeias também. As pessoas que estão nas aldeias ainda preservam costumes de seus antepassados, tais como seus cantos, danças e também seu artesanato que, apesar da influência do branco e da modernidade, ainda guarda características bastante peculiares que identificam sua origem e sua trajetória na nossa região. Nas aldeias existe uma hierarquia própria, assim como aqui na cidade, com seus líderes políticos e espirituais. A língua falada é o guarani, língua da qual emprestamos várias palavras que repetimos no nosso dia-a-dia, naturalmente incorporadas ao português. Ao visitar uma aldeia, conheça um pouco das histórias desse povo corajoso e, ao mesmo tempo, muito hospitaleiro e simpático. Você sabia que é possível visitar as 7 aldeias e conhecer de perto a cultura Guarani? Saiba mais acessando o site da Terra Indígena e mergulhe nessa cultura! https://tenondepora.org.br/ 

 

 

 

Os Guarani vêm seu mundo como uma região de matas, campos e rios, como um território onde vivem segundo seu modo de ser e sua cultura milenar. Do território tradicional, historicamente ocupado pelos Guarani, que se estende por parte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, os Guarani ocupam hoje apenas pequenas ilhas. Seu território, o solo que se pisa, é um tekoha, o lugar físico, o espaço geográfico onde os Guarani são o que são, onde se movem e onde existem. Esses povos guardam tradições de tempos muito antigos, que trazem na memória que vão atualizando em seu cotidiano, através de seus mitos e rituais.” (Fonte: http://www.funai.gov.br/index.php/ascom/1947-historia-e-cultura-guarani  - acessado em 24/11/2020)

 

Fotos: Luciana Dias do Nascimento, SMA, PMSBC, 2018

 

 

A migração do povo do campo para a cidade, com a chegada da indústria moveleira, se intensificou na década de 1970. Ao chegarem na cidade e não encontrarem habitação acessível em razão dos custos e da pouca disponibilidade, estes imigrantes iniciam a chamada periferização[5], ou seja, começam a se instalar nas periferias, nas bordas da cidade, ou a ocupar terrenos nas margens dos córregos sujeitos a alagamentos, ou com mais declividade e solos frágeis, suscetíveis a processos de erosão, terras mais vulneráveis do ponto de vista ambiental. Essa expansão urbana também ocorreu em regiões próximas às bordas do Reservatório Billings, e em ritmo acelerado, ocasionando diversos impactos, como o esgoto à céu aberto, que acaba sendo lançado nos cursos d´água e que desemboca na represa cuja água é captada para consumo da população. Os órgãos públicos tentam frear o avanço dessas ocupações por meio de políticas habitacionais e de assistência social, entre outras, com medidas como a construção de conjuntos habitacionais, urbanização ou a remoção completa das ocupações, além da implantação de saneamento básico. Estas questões dizem também respeito à forma como a cidade se expande, como a cidade cresce

 

Foto: Gabriel Inamine, SECOM, PMSBC, 2019

 

Fonte: Plano Municipal de Redução de Riscos, 2009

Foto: Acervo de Centro de Memória, SCJ, PMSBC, 1982

A partir desse movimento de expansão da cidade, dos bairros mais populosos em São Bernardo, três estão nas periferias da área urbana; são eles: Montanhão, Dos Alvarengas e Dos Casa, que representam mais de 1/4 da população total no município[6]. Sendo que o Montanhão é o único bairro de São Bernardo com mais de 80000 habitantes! Confira esta informação no mapa e na tabela abaixo. É importante destacarmos que estes números mais elevados de habitantes na Área de Proteção e Recuperação do Reservatório Billings – APRM, tem grande impacto na qualidade ambiental de um dos principais mananciais da Região Metropolitana de São Paulo.

Fonte: PMSBC, 2020

 

 

Fonte: PMSBC, 2020, p. 40

 

Os três bairros com as maiores densidades demográficas (populacional) são: Santa Terezinha, Dos Casa e Ferrazópolis. Mas não podemos deixar de observar que na área considerada como Zona Rural e de proteção ambiental aos mananciais em São Bernardo, temos um pequeno bairro, Santa Cruz, com 2.199 habitantes, em que a densidade populacional é equivalente à densidade do bairro Jordanópolis! A densidade demográfica é calculada pelo número de habitantes por área em km². O bairro Santa Cruz tem uma pequena extensão, se comparado aos demais bairros da cidade, mas concentra uma população bastante significativa, com diversas demandas, como a população urbana.

Bairro Santa Cruz. Fonte: PMSBC, 2014

Apesar de São Bernardo apresentar uma de taxa de crescimento populacional anual abaixo da média do Estado de São Paulo, com 0,6% estimado ao ano entre os anos 2010 e 2020[7], alguns bairros tinham taxas acima de 1% ao ano, entre os anos 2000 e 2010, quatro deles, parcialmente dentro da área de manancial: dos Alvarenga, dos Casa, Montanhão e Botujuru. E um bairro, em especial, se destaca por ter o maior crescimento da cidade, acima de 2%a.a[8], o bairro Cooperativa, que também está parcialmente localizado na Bacia Hidrográfica da Represa Billings, que é área de proteção aos mananciais. No mapa ao lado, que se refere ao crescimento entre 2000 e 2010 e se baseia nos dados dos dois últimos Censos, podemos notar que a maior parte dos bairros da cidade está em crescimento populacional, embora já tenhamos bairros com decréscimo da população. As taxas são negativas nos bairros Anchieta, Jordanópolis, Ferrazópolis, Assunção, Balneária e Rio Grande. A taxa de crescimento vegetativo ou crescimento populacional é importante para a compreensão da dinâmica populacional, sendo calculada a partir da diferença entre a taxa de natalidade e a de mortalidade, as quais veremos adiante.

 

 

Fonte: PMSBC, 2019. Painel Estatístico, p.27

 

Fonte: PMSBC, 2019. Painel Estatístico, p.27 

 

Quando olhamos mais detalhadamente para como é composta a população de São Bernardo, a partir dos resultados do Censo Demográfico de 2010, verificamos que a maioria dos habitantes do município são do sexo feminino, um número cerca de 10% maior que a população do sexo masculino. Elas estão em maior número em praticamente todos os bairros, exceto no bairro Cooperativa e no bairro Balneária, o que também ocorre na Zona Rural, bairros em que o número de homens é pouco maior que o de pessoas do sexo feminino. As mulheres tem maior longevidade que os homens, seja por fator biológico[9] ou porque os homens tendem a práticas que diminuem sua expectativa de vida como fumar mais, trabalhos insalubres e procurar atendimento médico com menor frequência do que as mulheres.

 

 

 

 

Fonte: PMSBC, 2020. Painel Estatístico, p.43

 

 

A desigualdade na expectativa de vida entre o sexo masculino e o feminino nos mostra o quão necessário é incentivar e aplicar políticas públicas na saúde para os homens. Os moradores de São Bernardo do Campo contam com 34 Unidades Básicas de Saúde, 9 UPAS 24 horas, 9 CAPS, 4 hospitais, 14 Bases do Samu e 2 Policlínicas. Mesmo com toda essa rede, por que os homens não procuram o sistema de saúde? O Novembro Azul é um programa nacional que procura promover uma conscientização sobre o câncer de próstata, mas ainda há muitas pesquisas que apontam a falta de orientações e debates de temas gerais sobre a saúde dos homens. Prevenção é uma palavra-chave quando falamos de saúde. É muito necessário cuidar-se sempre e buscar atendimento preventivo nas unidades de saúde. Associando as políticas de saúde com outras políticas como as de geração de emprego e renda, esportes, educação, entre outras, nos próximos censos demográficos poderemos ter uma aproximação das expectativas de vida de ambos os sexos.

 

Divulgação do programa novembro azul em SBC.

Fonte: https://www.saobernardo.sp.gov.br/image/journal/article?img_id=995291&t=1572896274341 (acessado em nov/2020)

 

 

Observando alguns dos dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), baseados no último Censo, realizado em 2010, desagregados por sexo, faixa etária e por cor, podemos notar que a expectativa de vida das pessoas de sexo feminino, ao nascer, é de 80,14 anos em média, frente a 72,44 anos para o sexo masculino, uma diferença de quase 8 anos! Já a esperança de vida dos negros está em 75,44 anos, quase 3 anos a menos da expectativa de vida das pessoas brancas, que é de 78,29 anos em média.

 

Ainda segundo este índice, embora o acesso à escola seja muito semelhante entre ambos os sexos, porém as mulheres tem maior índice de escolaridade, uma vez que na faixa etária entre 18 e 20 anos, 63,54% delas tem ensino médio completo, frente a 54,57% dos homens. Ou seja, o sexo masculino tende a abandonar os estudos mais cedo, conforme podemos ver na tabela um pouco mais adiante.

Comparando os índices de escolaridade também podemos observar a grande diferença nas porcentagens entre negros e brancos: 60,78% dos brancos concluíram o ensino médio entre 18 e 20 anos, enquanto apenas 44,63% dos negros haviam concluído, com base nos dados da pesquisa, que se refere ao ano de 2010.

A taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais, em nossa cidade, caiu drasticamente nas últimas décadas, conforme podemos ver no gráfico ao lado, aproximando-se de zero em 2010.

 

Fonte:  Fundação Seade - https://perfil.seade.gov.br/ (acessado em 23/11/2020)

Quanto à população adulta, em 2010, havia o dobro de pessoas com ensino médio completo e superior incompleto que havia em 1991. As taxas de habitantes com nível superior completo também tiveram crescimento considerável. Em 1991 eram 10,5% da população e 19,2% em 2010. Entre 1991 e 2010, o principal nível de escolaridade da população também mudou: em 1991, quase metade da população de 25 anos ou mais de São Bernardo tinha ensino fundamental incompleto; enquanto que em 2010, o maior grupo passou a ser o de médio completo. Veja os gráficos disponibilizados no Atlas Brasil, que publica os estudos do IDHM.

 Fonte: Adaptado de Atlas Brasil. Disponível em: http://www.atlasbrasil.org.br/perfil/municipio/354870. Acessado em 20/08/2020

 

Como podemos ver na tabela, ainda que as mulheres estejam em maior número na nossa cidade, tenham maior índice de escolaridade que os homens, ao analisarmos o IDHM, no que diz respeito à renda, o sexo masculino recebia, em 2010, os maiores salários. Diferença que também ocorre, de maneira gritante, entre os brancos e negros; neste caso, os salários dos brancos representavam praticamente o dobro dos salários pagos aos negros.

Analise a tabela a seguir para realizar suas próprias comparações. Podemos ter mais clareza de como está segmentada nossa população a partir da leitura detalhada destes dados.

 

FONTE: https://atlasbrasil.org.br/perfil/municipio/354870 (acessado em 25/11/2020)

 

 

Veja no gráfico abaixo, como era a composição da população por cor, em São Bernardo, em 2010, segundo levantamento autodeclarado realizado durante o Censo e divulgados pela Fundação Seade.

Fonte: Fundação Seade, disponível em http://www.imp.seade.gov.br/ acessado em 27/11/2020

Conforme podemos ver na tabela anterior, a renda média per capita por mês em São Bernardo do Campo, em 2010, foi de R$ 1.212,65, crescendo aproximadamente 20% em comparação à decada anterior. O rendimento per capita é o resultado da soma da renda recebida por cada unidade habitacional dividido pelo total de residentes. O cálculo inclui pensionistas, domésticos e seus familiares.

 

De acordo com os dados do Censo em 2010 e as resultantes de análise apresentadas no Atlas Brasil, 70% da população economicamente ativa, acima de 18 anos, estava ocupada e 21,8% estavam desempregados. Podemos ver estes dados no gráfico ao lado. Na tabela seguinte podemos ver a variação da taxa de desocupação em 2000 e 2010. Quando observamos os dados desagregados por cor e sexo, podemos notar que os negros e as mulheres tem maiores taxas de desocupação. Vale a pena observar bem os dados da tabela!

 

FONTE: https://atlasbrasil.org.br/perfil/municipio/354870 (acessado em 25/11/2020)

(CLIQUE PARA AMPLIAR)

Fonte: Adaptado de Atlas Brasil. Disponível em: http://www.atlasbrasil.org.br/perfil/municipio/354870. Acessado em 15/12/2020

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) [20], a população negra e parda tem mais dificuldade de conseguir emprego e, quando consegue, ganha salários mais baixos do que a população branca. Mesma conclusão a qual podemos chegar observando a tabela.

Todas essas diferenças que puodemos notar, influenciam bastante na distribuição das riquezas na nossa sociedade, algo que ocorre não só no nosso município, mas uma situação típica de toda a população brasileira.

índice de Gini é a taxa usada para medir desigualdade de renda no Atlas de Desenvolvimento Humano do Brasil e também internacionalmente. Quanto maior o índice, maior a desigualdade, variando de 0 a 1. Por aqui, tinhamos, em 2010, um índice de 0,54 e o mesmo valor em 2000. Ou seja, em dez anos, a desigualdade se manteve a mesma, apesar as variações nos índices de escolaridade e renda per capita, entre outras variações. Nosso país continua sendo um dos mais desiguais do mundo. Se você deseja ter mais informações sobre quais são as características da economia da nossa cidade, clique aqui

Apesar as dificuldades na distribuição de renda e mesmo que existam essas diferenças entre os sexos e a cor no que tange à escolaridade, empregabilidade, expectativa de vida e renda, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da nossa cidade é classificado como Muito Alto, tendo atingido o valor de 0,805 em 2010. Uma variação de 8,78% em relação ao IDHM no ano 2000. Ou seja, houve uma melhoria do índice que promoveu inclusive uma mudança de classificação de Alto para Muito Alto. O índice melhorou também entre os anos de 1991 e 2000 como podemos ver nos gráficos mais abaixo e na tabela, passando de Médio a Alto, acompanhando a evolução dos índices do Estado e do País.

Um olhar mais minucioso essa mesma tabela, permite notar que a evolução ocorreu nos três principais critérios analisados pelo IDHM, sempre com grandes progressões a cada década. Por outro lado, as diferenças entre os sexos refletem em diferentes IDHM, sendo em 2010, 0,832 para as mulheres e 0,787 para os homens[10]. Em números absolutos, uma diferença de 0,045 que coloca as mulheres na faixa de IDHM Muito Alto e os homens, na faixa de IDHM Alto. Levando em conta que o IDHM pretende olhar para as pessoas e o desenvolvimento de suas capacidades como o centro das decisões na avaliação do desenvolvimento de uma localidade, seja um país ou um município, podemos considerar que as mulheres tem, apesar das dificuldades, de certa forma, atingido melhores resultados que os homens diante das oportunidades de desenvolvimento.

 

Fonte: PNUD, Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil http://www.atlasbrasil.org.br/perfil/municipio/354870 acessado em 23/11/2020

Também é bastante nítida a diferença no IDHM quando comparados negros e brancos: são 0,083 pontos em números absolutos a mais para os brancos. O IDHM da população negra na nossa cidade era 0,755 em 2010, o que a situava na faixa de Alto Desenvolvimento Humano. Já o IDHM da população branca, ainda em 2010, era de 0,838, o que corresponde à faixa de Muito Alto Desenvolvimento Humano[11]. Essas diferenças no IDHM nos levam a perguntar: por que isso ocorre?

(CLIQUE PARA AMPLIAR)

Fonte: PNUD, Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil http://www.atlasbrasil.org.br/perfil/municipio/354870 acessado em 23/11/2020

 

A cidade tem, entre outras coisas, direcionado suas políticas públicas para as pessoas. O investimento em educação e saúde conduz a impactos positivos na melhoria da qualidade de vida de seus cidadãos. Os indicadores de empregabilidade e longevidade também progrediram, acompanhando, de certa forma, o desenvolvimento do país e do estado. Apesar da excelente classificação de nossa cidade diante dos demais municípios brasileiros (estamos na 23ª posição do ranking entre os 5.565 municípios brasileiros e 14ª no estado[12]), ainda é extremamente necessário fortalecer políticas de igualdade de gênero e de redução da desigualdade racial e social. Um grande desafio para nossa cidade, mas também para o estado e para o Brasil como um todo.

 

Fonte: Adaptado de PNUD, Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil http://www.atlasbrasil.org.br/perfil/municipio/354870 acessado em 23/11/2020 

Outro parâmetro importante para conhecermos mais sobre a população do nosso município é observarmos a taxa de fecundidade. No Brasil esta taxa está em queda, sobretudo nas áreas mais urbanizadas onde vivem mais de 90% da população. Em São Bernardo do Campo, verificamos que não é diferente. Desde os anos 1980, quando a taxa de fecundidade ainda era relativamente alta, os números tem queda expressiva, atingindo patamares menores que os da Região Metropolitana de São Paulo e que as taxas do Estado de São Paulo, a partir de 1992. Os números se mantém assim desde então, como podemos verno gráfico abaixo, elaborado pela Fundação SEADE[14].

 

Fonte:  Fundação Seade - https://perfil.seade.gov.br/  (acessado em 23/11/2020)

 

Mais sobre o IDHM

O IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) é um índice composto, calculado e divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com base nos dados do Censo. Ele agrega 3 importantes parâmetros do desenvolvimento humano: uma vida longa e sadia, o acesso ao conhecimento e a um padrão de vida que garanta as necessidades básicas de saúde, educação e renda. O índice é resultado de uma média geométrica entre estes fatores e varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano.[13] O IDHM segue os mesmos padrões do IDH calculado para os países ao redor do mundo, porém, apresenta adaptações específicas para a realidade dos municípios brasileiros, refletindo as especificidades e desafios regionais no nosso país e fazendo uso das nossas próprias estatísticas internas.

O Desenvolvimento Humano “é o processo de ampliação das liberdades das pessoas com relação às suas capacidades e oportunidades. Pode ser compreendido como o desenvolvimento das pessoas por meio da construção de capacidades humanas, com a participação ativa dos indivíduos no centro dos processos que possibilitam a valorização e a melhora da qualidade de suas vidas.” (https://atlasbrasil.org.br/acervo/atlas) Nos índices e análises do IDHM, os indicadores levam em conta os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), facilitando o processo de monitoramento e cumprimento das metas.

Para mais detalhes sobre a metodologia de cálculo, acesse o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, onde ainda é possível encontrar mais 330 indicadores sociais, além do IDHM. Veja um quadro síntese das informações na tabela.

 

IDHM - RANKING BRASIL - São Bernardo do Campo (2010)

 

 

 

Posição no Ranking do IDHM no Brasil

23

 

IDHM Municipal

0,805

 

Posição no Ranking do IDHM Renda no Brasil

34

FAIXAS DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

IDHM Renda Municipal

0,861

Posição no Ranking do IDHM Educação no Brasil

27

IDHM Educação Municipal

0,752

MUITO ALTO 0,800 - 1,000

Posição no Ranking do IDHM Longevid. no Brasil

33

ALTO 0,700 - 0,799

IDHM Longevidade Municipal

0,807

MÉDIO 0,600 - 0,699

Posição no Ranking do IDHM Mulheres no Brasil

47

BAIXO 0,500 - 0,599

IDHM Mulheres no Município

0,78

MUITO BAIXO 0,000 - 0,499

Posição no Ranking do IDHM Homens no Brasil

35

 

IDHM Homens no Município

0,76

 

Posição no Ranking do IDHM Negros no Brasil

50

 

IDHM Negros no Município

0,698

 

Posição no Ranking do IDHM Brancos no Brasil

43

 

IDHM Brancos no Município

0,795

 

 

 

Fonte: PNUD, Atlas Brasil - http://www.atlasbrasil.org.br/ranking (acessado em 08/12/2020)

 

 

 

 

Fonte:  Fundação Sead e- https://perfil.seade.gov.br/ (acessado em 23/11/2020)

 

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

 

 

No Brasil, a gravidez precoce ainda é uma realidade muito presente, e se torna um grande impacto na trajetória de muitas garotas[15]. No município de São Bernardo Campo, a partir dos dados de 2019 do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC)[16] e também segundo a Fundação Seade, vem ocorrendo uma queda significativa no número de nascidos vivos, de mães menores de 18 anos, desde 2015. Possivelmente um reflexo do acesso à informação e à educação, além dos programas de saúde da família. Na RMSP e no Estado, as taxas ainda são aproximadamente 55% maiores que as da nossa cidade, sendo que as taxas estaduais estão em 4,64% de mães menores de 18 anos em relação ao total de mães que deram a luz em 2018, e em São Bernardo, a taxa é de 2,98%[17].

 

A taxa de natalidade também está caindo, o que ocorreu principalmente a partir dos anos 1960, em todo o Brasil, o que se reflete diretamente na pirâmide etária do país e na do nosso município, conforme podemos ver no gráfico mais abaixo. Em paralelo à redução da taxa de fecundidade que também tem sido observada, os avanços da medicina associados ao maior acesso da população ao sistema de saúde público, assim como a políticas setoriais na área, impactaram numa enorme redução das taxas de mortalidade infantil e na mortalidade dos idosos. Inclusive com índices sempre abaixo das médias do Estado e da RMSP.

Entre os anos 1991 e 2000, o município atravessou uma transição demográfica, com o aumento do número de adultos frente ao número de crianças e idosos. Ou seja, a população da nossa cidade está envelhecendo e nascem cada vez menos crianças anualmente. Isto faz com que a nossa pirâmide etária, de acordo com os dados do último Censo, não tenha mais o tradicional formato de uma pirâmide, conforme ocorria nos anos 1990, mas um formato diferente: sua base se afunila, enquanto o topo se amplia. Um número maior de pessoas na idade adulta e também o aumento do número de idosos é o responsável por essa transformação no formato da pirâmide entre os anos 1990 e 2010. Para mais detalhes, podemos observar a imagem ao lado, comparando as 3 pirâmides elaboradas com base em dados dos últimos Censos.

Esse estreitamento da base da pirâmide reflete a redução das taxas de mortalidade, como podemos ver nos gráficos abaixo e regulação da fecundidade, que além das melhorias no acesso ao sistema de saúde público, refletem uma conquista da ampliação da capacidade de autodeterminação reprodutiva decorrente de ações governamentais em prol do planejamento familiar, da distribuição gratuita de métodos contraceptivos para pessoas em idade reprodutiva, além da popularização dos anticoncepcionais de via oral.[18] Na Constituição Federal de 1988, o Planejamento Familiar é reconhecido como um direito, em seu artigo sétimo e em 2007, o Governo Federal lançou a Política Nacional de Planejamento Familiar, contendo várias ações públicas em prol da autodeterminação reprodutiva. Em 2005, a taxa de fecundidade total no Brasil ficou, pela primeira vez, abaixo do nível de reposição.

 

Fonte:  Fundação Seade

https://perfil.seade.gov.br/ 

(acessado em 23/11/2020)

 

 

 

Com a reestruturação das taxas de natalidade e de mortalidade, há uma grande proporção de pessoas em idade ativa e o Brasil, assim como o município de São Bernardo do Campo, está experimentando as razões de dependência mais baixas da história[19]. Isto significa que, atualmente, vivemos o período denominado por alguns pesquisadores como bônus demográfico.

 

 

Fonte: PMSBC, Painel Estatístico, 2019-2020, pg 45

 

 

BONUS DEMOGRÁFICO

O bônus demográfico é um filho legítimo da transição demográfica, já que a redução das taxas brutas de natalidade e mortalidade gera, deterministicamente, uma mudança na estrutura etária da população. A transição demográfica engendra, necessariamente, uma mudança na razão de dependência, pois diminui o tamanho proporcional dos grupos etários mais jovens e aumenta o dos grupos etários em idade economicamente ativa. Assim, o bônus demográfico é uma janela de oportunidade que ocorre quando há uma redução da razão de dependência demográfica, que é o coeficiente entre o segmento etário da população definido como economicamente dependente (os menores de 15 anos de idade e os maiores de 65 anos) e o segmento etário potencialmente produtivo (15 a 64 anos).” (ALVES, José E. D.)

 

 

 

Mas alguns estudos apontam que esse bônus demográfico não durará por muito tempo, pois com a diminuição das taxas de natalidade e de fecundidade, o número de jovens está diminuindo e o aumento do número de idosos tende a crescer, o que ocasiona a necessidade de maiores gastos com saúde e previdência social. O envelhecimento populacional torna-se forte tendência. A consequência à longo prazo é a diminuição da população economicamente ativa. Com isto, o índice de Envelhecimento tende a crescer. Este índice é calculado a partir da relação existente entre o número de idosos de 60 de mais anos de idade para cada 100 pessoas menores de 15 anos de idade. Fonte: DataSus. < http://tabnet.datasus.gov.br/tabdata/LivroIDB/2edrev/a15.pdf >

O envelhecimento, também se relaciona, entre outras coisas, com o aumento na expectativa de vida, melhores condições de vida e mais acesso ao saneamento[21]. Todo esse processo de transição demográfica indica a necessidade de adaptações nos modelos de gestão municipal, com a criação de políticas específicas para o público idoso, e também a importância das ferramentas de estudos demográficos para a sociedade.

No que diz respeito ao saneamento, que trata das condições de abastecimento de água e a coleta e tratamento de esgoto, ainda há muito o que avançar, contudo, nossa cidade se aproxima da meta de 100% de atendimento da população, como podemos ver nos gráficos a seguir.

Fonte:  Fundação Seade - https://perfil.seade.gov.br/ (acessado em 23/11/2020)

 

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Fonte: PMSBC, Painel Estatístico, 2018-2019, pg 31

 

Fonte: PMSBC, 2020. Painel Estatístico, 2020-2019, p.121

 

 

 

 

 

O quadro relacionado ao baixo acesso à infraestrutura urbana está na grande maioria das vezes relacionado a situações de assentamentos precários, moradias precárias e maior vulnerabilidade social e ambiental, associando-se também à segregação espacial. Apesar de a nossa cidade ser classificada como Dinâmica, no Índice Paulista de Responsabilidade Social – IPRS de 2018[22], o que significa que possui um elevado nível de riqueza com bons níveis nos indicadores sociais, em termos de vulnerabilidade social, ainda temos bastante trabalho adiante. Existem várias áreas que o IPVS – Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (2010) classifica como Alta e Muito Alta Vulnerabilidade. As mais altas vulnerabilidades, analisadas com base do Censo de 2010, estão em bairros como o Montanhão, o Batistini, bairro dos Alvarengas e Demarchi, como podemos ver no mapa ao lado, totalizando 16,6% de toda a população que vive aqui, ocupando principalmente as bordas da área urbana e a Área de Proteção e Recuperação Ambiental da Billings. Em 2019, haviam cerca de 22000 famílias recebendo recurso do Programa Bolsa Família e quase 26000 famílias em situação de extrema pobreza vivendo em São Bernardo do Campo[23]. Na outra ponta, 72,4% da população tem baixíssima, muito baixa ou baixa vulnerabilidade social, como podemos ver no gráfico, sendo que a maior parte dessa população vive fora da área de manancial.

 

Fonte: PMSBC, 2020. Painel Estatístico, 2020-2019, p.120 

Foto: Gabriel Inamine, PMSBC, SECOM, 2019

Contraste entre a região central e a periferia da cidade no início dos anos 2000, ao fundo, a periferia avança sobre os morros de altas declividades.  Fonte: PMSBC, Sumário de Dados, 2009, p.238

 

 

Foto: Gabriel Inamine, PMSBC, SECOM, 2019

 

Além dos indicadores de população e desenvolvimento social que apresentamos aqui, existe uma série de outros indicadores e é possível pesquisá-los e analisa-los, a partir dos seus interesses, nos sites de instituições como a Fundação Seade, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da Prefeitura também, onde podemos encontrar muitos destes índices para cada bairro da cidade. 

A partir destes indicadores podemos navegar juntos por informações importantes sobre nossa cidade e sobretudo, sobre nosso povo. Assim vamos nos apropriando mais sobre quem somos, como sociedade.

Os indicadores nos ajudam a descobrir muito sobre a nossa população e sobre quais são as condições de vida na nossa cidade. Estes dados e sua minuciosa análise são importante ponto de partida para sabermos onde estamos e como podemos caminhar para as transformações que a nossa sociedade precisa. Aos poucos vamos superando os desafios que nos são apresentados pelo caminho, e estamos dando passos essenciais para tornar nossa cidade, uma cidade muito mais igualitária, justa e de qualidade!

 

REFERÊNCIAS

ALVES, José Eustáquio Diniz. Bônus demográfico no Brasil: do nascimento tardio à morte precoce pela Covid-19. Rev. bras. estudos populacionais,  São Paulo , v. 37,  e0120, 2020 . Disponível em  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100550&lng=en&nrm=iso  . Epub Agosto, 2020, Acessado em 17/11/2020.

ALVES, J.E.D. População, Bem-Estar e Tecnologia: Debate Histórico e Perspectivas, Multiciência, Unicamp, 2006 https://www.multiciencia.unicamp.br/artigos_06/a_02_6.pdf  Acessado em nov/2020.

BBC News Mundo. Por que mulheres vivem mais do que homens, segundo a ciência. 10/03/2020. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-51810308  Acessado em nov/2020.

DATASUS. Informações de Saúde. Portal da Saúde. Índice de Envelhecimento, 2007. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/tabdata/LivroIDB/2edrev/a15.pdf. Acessado em 15/12/2020.

Fundação Nacional do Índio – (FUNAI). História e cultura Guarani. http://www.funai.gov.br/index.php/ascom/1947-historia-e-cultura-guarani - acessado em 24/11/2020)

Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE). Perfil dos Municípios Paulistas. Disponível em https://perfil.seade.gov.br/ Acessado em nov/2020.

Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE). Informações dos Municípios Paulistas. Disponível em http://www.imp.seade.gov.br/ Acessado em nov/2020.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo Demográfico 2010. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/sao-bernardo-do-campo/panorama Acessado em nov/2020.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). IBGE Cidades e Estados. Disponível em https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/sp/sao-bernardo-do-campo.html Acessado em nov/2020

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). IBGE Cidaddes. Disponível em https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/sao-bernardo-do-campo/panorama Acessado em nov/2020

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO. Sumário de Dados 2010.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO. Sumário de Dados 2009, Ano base 2008. São Bernardo do Campo, 2009. 338p.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO. Secretaria de Obras e Planejamento Estratégico, Departamento de Planejamento Estratégico, Divisão de Indicadores Sociais. Painel Estatístico de São Bernardo do Campo 2019 - Ano base 2018. PMSBC, agosto de 2019. Disponível em https://www.saobernardo.sp.gov.br/web/sbc/painel-estatistico  (Acessado em 15/07/2020)

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO. Secretaria de Obras e Planejamento Estratégico, Departamento de Planejamento Estratégico, Divisão de Indicadores Sociais. Painel Estatístico de São Bernardo do Campo 2020 - Ano base 2019. PMSBC, agosto de 2020. Disponível em https://www.saobernardo.sp.gov.br/web/sbc/painel-estatistico  (Acessado em nov/2020)

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. São Bernardo do Campo, SP. Disponível em http://www.atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_m/sao-bernardo-do-campo_sp  Acessado em nov/2020

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM. Metodologia. Disponível em https://onedrive.live.com/?authkey=%21AHWsj-UGXcU7LKE&cid=124653557C0404EC&id=124653557C0404EC%2122849&parId=124653557C0404EC%2122848&o=OneUp Acessado em nov/2020

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM. Ranking. Disponível em  http://www.atlasbrasil.org.br/ranking Acessado em nov/2020

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD. O que é IDH?  Disponível em  https://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home/idh0/conceitos/o-que-e-o-idh.html Acessado em nov/2020

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Você sabe o que é Desenvolvimento Humano? Disponível em  https://atlasbrasil.org.br/acervo/atlas Acessado em nov/2020

SOUZA, Luiz Eduardo. Políticas Públicas em São Bernardo do Campo no pós-guerra: 1945-1964. Universidade do Estado de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de História, 2002. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8137/tde-22102004-105004/publico/tde1. Acessado em 14/08/2020.

SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão. A cidade dentro da cidade. Uma edge city em São José do Rio Preto. Scripta Nova. Revista Electrónica de geografia y ciencias sociales. Universidad de Barcelona, 01/08/2003. Disponível em: htttp://ub.edu/geocrit/sn/sn-146(045).htm. Acessado em 17/08/2020

 

NOTAS

[1] Kátia Maria Abud, Faculdade de Educação (FE) da USP.

[2] Conforme mostra no livro “Protagonismo e Participação em São Bernardo do Campo”.

[4] “Rapidamente a pequena vila do início do século XX deu lugar a uma grande metrópole: o número de habitantes que era de 29 mil em 1950, alcançou em 1980 a marca dos 425 mil, dos quais 292 mil eram migrantes, conforme indicava o censo do IBGE realizado naquele ano. Segundo o mesmo censo, até aquele momento, os maiores centros exportadores de migrantes para a região haviam sido o próprio estado de São Paulo (54,6% do total da migração interna), Minas Gerais (14,6%), Bahia (7,4%), Pernambuco (5,4%), Paraná (5,3%) e Ceará (3,8%). Entre as regiões, o sudeste respondia por 68% do total da migração interna e em seguida vinham o nordeste (24%), o sul (6,1%), o centro-oeste (0,8%) e o norte (0,2%).” (Fonte: https://www.saobernardo.sp.gov.br/web/cultura/historia-da-cidade acessado em dez/2020)

[5] SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão. A cidade dentro da cidade

[6] Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo. Sumário de Dados, 2010, p. 119.

[7] Fonte: https://perfil.seade.gov.br/ acessado em 10/11/2020

[8] Fonte: PMSBC, 2020 – Painel Estatístico 2019-2020, pg 27

[9] Por que mulheres vivem mais do que homens, segundo a ciência. Redação BBC News Mundo, 10/03/2020. < https://www.bbc.com/portuguese/geral-51810308>

[10] Fonte: PNUD, Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil http://www.atlasbrasil.org.br/perfil/municipio/354870 acessado em 23/11/2020

[11] Idem 9

[12] Idem 9

[14] Fonte: https://perfil.seade.gov.br/ (acessado em 23/11/2020)

[15] UNFPA – BRASIL, 2018.

[17] Fonte: https://perfil.seade.gov.br/ (acesso em 23/11/2020)

[18] Fonte: ALVES, José Eustáquio Diniz. Bônus demográfico no Brasil: do nascimento tardio à morte precoce pela Covid-19.

[19] ALVES, J.E.D. População, Bem-Estar e Tecnologia: Debate Histórico e Perspectivas, Multiciência, Unicamp, 2006 https://www.multiciencia.unicamp.br/artigos_06/a_02_6.pdf

[20] IBGE: Desemprego é de 14,4% entre negros; 14,1% entre pardos; 9,5% entre brancos. Época Negócios. São Paulo, 23/02/2017. Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2017/02/epoca-negocios-ibge-desemprego-e-de-144-entre-negros-141-entre-pardos-95-entre-brancos.html. Acessado em 15/12/2020

[21] CLOSS, Vera Elizabeth. A evolução do índice de envelhecimento no Brasil, nas suas regiões e unidades federativas no período de 1970 a 2010, p. 444. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., Rio de Janeiro, 2012.

[22] Os indicadores do IPRS sintetizam a situação de cada município no que diz respeito a riqueza, escolaridade e longevidade, e quando combinados geram uma tipologia que classifica os municípios do Estado de São Paulo em cinco grupos, (...)”. São eles Dinâmicos, Desiguais, Equitativos, Em transição e Vulneráveis. https://perfil.seade.gov.br/ acessado em 09/12/2020

[23] PMSBC, 2020 – Painel Estatístico 2020, Ano base 2019. P. 123 disponível em https://www.saobernardo.sp.gov.br/web/sbc/painel-estatistico/ (acessado 09/12/2020)

 

 

Atualizado em dezembro/2020

 

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