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Combate à dengue pela zoonoses também é feita em imóveis especiais

Combate à dengue pela zoonoses também é feita em imóveis especiais

25 de Mar de 2016 Vladimir Ribeiro
Espaços de grande circulação de pessoas, são classificados como especiais

Também faz parte do trabalho de prevenção à dengue realizado pelos agentes de Controle de Zoonoses da Prefeitura de São Bernardo a vistoria de imóveis classificados como especiais. Nesses espaços, cerca de 311 na cidade, há grande circulação de pessoas e potencial para conter criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

 

Entre esses imóveis, estão escolas públicas e privadas, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), clubes, centros comerciais, igrejas e outros estabelecimentos que apresentam grande fluxo de pessoas. A periodicidade das vistorias nesses locais depende de cada caso. “Se encontramos larvas e possíveis criadouros, jogamos larvicidas, orientamos e voltamos em 15 dias para verificar se as modificações foram feitas”, disse o supervisor de controle de vetores, Mauro Chirotto.Nessas vistorias são verificados possíveis criadouros do mosquito dentro do imóvel, que podem ser em plantas, como as bromélias, a carrinhos de lixo inutilizados mas com potencial para acumular água.Um dos locais vistoriados constantemente é o Centro de

Formação de Profissionais da Educação (Cenforpe), que possui espelhos de água e, por conta disso, gera desconfiança por parte da população.

 

“O Cenforpe é um local onde venta muito e com muitas libélulas, que se alimentam do mosquito da dengue. Além disso, há peixes nos espelhos de água, que são predadores naturais da larva do Aedes aegypti”, explicou Chirotto. Segundo o supervisor, lixo descartado de forma errada pela própria população também pode servir como criadouro do mosquito. “Simples sacolas plásticas ou copos de café descartados na grama podem servir de local para que o mosquito procrie”, destacou.


Chirotto disse que nesses casos é necessário que os responsáveis por esses imóveis atuem junto com a equipe do Centro de Controle de Zoonoses. “Todos sabem quais os cuidados necessários. Basta 15 minutos para fazer essa verificação e eliminar possíveis focos. Temos que estar todos juntos nessa luta”, disse.