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Como gira nossa Economia? Foto da linha de produção de uma fábrica de automóveis. Foto: Gabriel Inamine, SECOM, 2018

 

Ligada à antiga Vila de Santo André da Borda do Campo, fundada por João Ramalho em 1553, a região em que nossa cidade se insere servia apenas de passagem desde antes do período colonial. Suas trilhas, no passado, eram conhecidas como Peabiru (trilha indígena), e, a partir do século XVI, passaram a servir como caminho para os tropeiros que transportavam produtos do Brasil colonial. As tropas carregavam as mercadorias do interior da província em direção ao Porto de Santos, impulsionando assim o surgimento de um vilarejo na Fazenda São Bernardo dos Monges Beneditinos, uma sesmaria doada em 1637, cuja sede ficava entre o Ribeirão dos Meninos e o antigo Caminho do Mar. 

 

Em 1812, o povoado formado no entorno da fazenda dos monges foi elevado à categoria de freguesia (vilarejo). Somente após 77 anos a localidade recebeu o status de município, com o nome de São Bernardo em referência à capela construída em 1717 na Fazenda dos Beneditinos. Esta capela foi dedicada ao próprio santo, ocasião em que a imagem de São Bernardo foi transferida do Mosteiro de São Bento, da província de São Paulo.

Em 1889 foi sancionada a lei que criou oficialmente o Município de São Bernardo, desmembrado de São Paulo em 1890, englobando em seus limites toda a região conhecida hoje como Grande ABC; ou seja: São Caetano, Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e o Bairro da Estação (atualmente Santo André) e Paranapiacaba.

Nos primórdios do século XX, São Bernardo apresentava um desenvolvimento econômico superior aos demais bairros, vilas ou distritos, estimulados principalmente pela fabricação de carvão, que também era produzido em nossa cidade. O município já contava com florescentes indústrias de tecelagens e móveis, e as serrarias para atender à forte demanda, tanto para os móveis como para o segmento da construção civil. Em termos de arrecadação a região hoje conhecida como Grande ABC, em 1909, São Bernardo já era responsável por 28%, Santo André contribuía com 20%, Ribeirão Pires com 17% e Paranapiacaba com 11%.[1] Tal vocação da nossa gente ao empreendedorismo, trabalho e crescimento nunca mais parou.

A partir de 1870, a expansão da cultura do café e a construção da ferrovia São Paulo Railway, que ligava Jundiaí e região até o Porto de Santos, vinha desenhando novos rumos na história do atual Estado de São Paulo, incluindo a Região do ABC. Na época era comum ver entre os trabalhadores rurais e operários das indústrias, jovens e crianças, que inclusive aparecem nos registros fotográficos do período como nas fotos ao lado. O trabalho infantil é proibido pela Constituição Federal desde 1988. Por incrível que pareça, cenas como estas eram muito comuns antes do Estatuto da Criança, que regulamenta os artigos sobre trabalho infantil da Constituição.

 

 

 

Mas... Todos os caminhos têm seus percalços e saber transpassá-los é uma dádiva! Em 1938 sob a ditadura de Getúlio Vargas, que possuía plenos poderes, e por articulações políticas do distrito de Santo André, em conjunto com o interventor estadual Adhemar de Barros, o Município de São Bernardo foi rebaixado a um mero distrito de Santo André, que se tornou o novo município sede. A principal justificativa foi a estrada de ferro que estava atraindo grandes empresas.

Fotos: Acervo do Centro de Memória, SCJ, PMSBC. - 1. Fábrica de Móveis, década de 1920; 2. Fábrica de Móveis Irmãos Corazza, 1926; 3. Fábrica de Móveis Cassetari, 1923

 

 

 

 

 

Você sabia?

A produção cafeeira trouxe diversos benefícios para a região, tendo como primeiro impacto a vinda de imigrantes para os novos empregos relacionados ao café; setores de serviços como exportação e importação, agências do sistema bancário, empresas de seguro, colégios, entre outros. A economia cafeeira deslocou o eixo de desenvolvimento do Rio de Janeiro para São Paulo, principalmente para regiões do interior do Estado, Vale do Paraíba e regiões adjacentes à ferrovia. Isto ocorreu, mais precisamente, no final do século XIX e início do século XX, quando algumas indústrias de apoio passaram a receber investimentos dos Barões do Café, assim como os pequenos núcleos de produção artesanal de móveis e pequenos comércios dos imigrantes.

Os imigrantes que aqui chegaram logo providenciaram a exploração da terra através do plantio de diversas culturas. Primeiro, porque em seus países de origem era o que faziam por gerações, e foi para isso que se aventuraram pelas terras além-mar numa viagem sem volta. Empenharam o pouco que tinham para explorar o novo mundo. Segundo, para garantir sua subsistência, já que, devido à escassez de dinheiro e de infraestrutura, precisavam separar um excedente de sua produção para a troca ou venda. Terceiro, porque tinham que ter dinheiro ou produção excedente para pagar a terra que estavam explorando. Entre as diversas culturas desenvolvidas na região das colônias vale destacar:

  • A uva, cultivada principalmente pelo núcleo da grande colônia de italianos que aqui chegaram, da qual se fabricava vinho;
  • A batata, muito cultivada nas fazendas de São Bernardo na década de 1920. Tradicionalmente grandes plantadores de batatas, receberam o apelido de “batateiros”, um termo pejorativo por parte dos fazendeiros e moradores da vila de Santo André, até então distrito, quando se referia aos bernardenses;
  • A cebola, nas fazendas do distrito de Santo André cultivavam cebolas, uma cultura habitual e em grande escala. Em resposta apelido que os andreenses impuseram aos bernardenses, estes não perderam tempo em começar a se referir aos fazendeiros e às pessoas do distrito como “ceboleiros”.

A rivalidade andreense-bernardense vem desde esse tempo. Ambas eram uma única cidade, São Bernardo, a sede, e Santo André um distrito desgarrado que lutava tentando sua emancipação. Em ambos os lugares o que mais se plantava eram batatas e cebolas. Essa rivalidade chegou a vias de fato quando, após uma partida de futebol, jogadores de Santo André levaram uma chuva de batatas podres e no confronto seguinte os jogadores de São Bernardo receberam o troco, uma saraivada de cebolas podres. Isso tem mais de 80 anos, mas os apelidos continuam, e até com certo orgulho das próprias cidades quando contam essa história, de pessoas sem dinheiro e armas, que lutaram com o que tinham em mãos: tubérculos e bulbos, a guerra dos vegetais.

 

 

Aproveitando uma reforma administrativa planejada pelo governo estadual, um grupo encabeçado pelo banqueiro Wallace Simonsen liderou a emancipação de São Bernardo, que já tinha um bom contingente populacional e uma boa arrecadação de impostos. Com muita persistência, em 30 de novembro de 1944 surgia em definitivo o Município de São Bernardo e em 1º de janeiro de 1945 foi agregado “do Campo” ao nome.

Com o passar do tempo e pelas necessidades econômicas e facilidades às exportações de produtos agrícolas da época, como o café, o açúcar entre outros, em 1947 foi inaugurada a Via Anchieta. A rodovia foi construída ligando a Capital do Estado e o Porto de Santos, o maior da América Latina. Incentivada pelas facilidades logísticas que a nova estrada proporcionava, aliada à mão de obra disponível, razoavelmente qualificada, e à concessão de incentivos fiscais aos novos empreendedores, começou a grande marcha industrial de São Bernardo do Campo.

 

Um elevado número de empresas, como numa corrida contra o tempo, se instalou no município. Entre elas as grandes automobilísticas de ponta e toda uma cadeia complementar às montadoras, assim como as autopeças, que em conjunto deram o título de Capital do Automóvel a São Bernardo do Campo. Também fizeram parte deste cenário as empresas fabricantes de eletrodomésticos e a indústria da construção civil que, em meio ao desenvolvimento e às grandes facilidades logísticas mencionadas, viam surgir uma nova classe consumidora, de alto e médio padrão, que emergia atraída pelos bons salários ofertados com a industrialização do município e seu entorno. Também merece atenção a indústria moveleira, que na época se destacava nos setores industrial e comercial, e se tornou um polo econômico, dando o título de Capital do Móvel a São Bernardo do Campo.

 

Fotos: Acervo do Centro de Memória, SCJ, PMSBC. 1. Usinagem de carçada de motor, Volkswagen, 1964; 2. Montagem de motores, Volkswagen, 1964 3. e 4, Paço Municipal, 1967; 5. Construção de ponte sobre o Ribeirão dos Meninos, Centro, 1968; 6. Paço Municipal, Sem data.

Foto aérea,1957. Fonte: Acervo do Centro de Memória, SCJ, PMSBC

Rapidamente, como num passe de mágica, uma vila que no início do século XX era um mero corredor de tropeiros, no vai e vem de mercadorias entre o porto e a capital, se transforma em uma grande cidade com quase 900 mil habitantes. Em 1947, quando foi inaugurada a Via Anchieta, São Bernardo do Campo tinha um pouco mais de 30 mil habitantes e, a partir de seu crescimento, se percebe o tamanho de sua complexidade em todos os sentidos. A geração de grandes impactos ambientais foi o preço.

As indústrias escolhiam grandes áreas para sua localização, algumas delas, afastadas do centro em função dos custos de instalação, fugindo dos altos preços da terra em São Paulo e buscando maior facilidade de chegar ao Porto de Santos por meio das rodovias. Com a redução dos investimentos no transporte ferroviário em todo o país, ganharam em agilidade as empresas localizadas ao longo dos grandes eixos rodoviários. Na fotografia aérea ao lado, arquivada no Acervo do Centro de Memória de São Bernardo, podemos ver que no ano de 1957 já existiam alguns galpões instalados ao longo da Rodovia Anchieta. No entorno da estrada, grandes lotes industriais foram sendo delimitados ao longo dos anos. Este grande eixo também foi referência para o surgimento de novos bairros, que se conectavam à rodovia por meio de vias estruturais.

Há poucas décadas, nos anos 1970, nossa cidade foi atravessada de norte a sul pela Rodovia dos Imigrantes, importante obra rodoviária de caráter estadual que se juntou à Via Anchieta, promovendo uma sequência de interligações, anéis, trevos e outras obras para complementação da infraestrutura. O espaço urbano foi novamente fragmentado e no mesmo ano de sua inauguração, 1976, foi aprovada a Lei de Proteção dos Mananciais Billings. A nova lei criou restrições quanto ao limite da ocupação territorial e expansão urbana travando, em parte, o parque industrial que já se formava no entorno da nova rodovia; uma tentativa para não deixar acontecer de novo o que já se presenciava na Via Anchieta.

 

Foto Aérea Oblíqua, 1988. Fonte: Acervo do Centro de Memória, PMSBC

 

Foto Aérea Oblíqua, 1988. Fonte: Acervo do Centro de Memória, PMSBC

 

Desde os anos 1990, aproximadamente, o município vem se rearranjando com a retração do parque industrial, quer pela globalização, quer pela disponibilização de incentivos em outras regiões do estado e do país. Para termos uma ideia, nos anos 2002, nossa cidade era responsável por 4,2% de todo o PIB industrial do Estado de São Paulo. Em 2017, essa porcentagem caiu para 2,4%.[2] Os empregos formais na indústria também caíram, variando entre 123.795, em 1991, e 73.542, em 2018. Apesar disso, São Bernardo ainda conta com um número elevado de indústrias, somando 1334 estabelecimentos industriais em 2018 e seu PIB triplicou nos últimos 15 anos[3]

Nossa cidade foi novamente segmentada pelo Anel Viário Mário Covas, o Rodoanel, inaugurado em março de 2010[4]. E seu importante papel no sistema logístico do Estado de São Paulo e da Região Sudeste como um todo foi ainda mais fortalecido, aumentando sua atratividade também para moradia, com reflexos na construção civil, no desenvolvimento de atividades comerciais e de serviços, devido às facilidades de acesso e deslocamento, ou seja, impulsionando ainda mais a expansão urbana. Nesta mesma época, o número de empregos na construção civil na cidade chegou a duplicar. E, a partir de 2005, o número de empregos formais no setor de serviços cresceu de forma bastante significativa, ultrapassando o número de empregos no setor industrial.[5] Podemos conferir essas informações nos gráficos a seguir, onde o número de empregos diz respeito aos empregos formais, com carteira assinada ou regime estatutário e vínculos temporários ou por tempo determinado[6].

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Fonte: www.imp.seade.gov.br, 2020

 

 

 

 

Como podemos ver nos gráficos, se observarmos e compararmos as linhas que representam a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e o Estado de São Paulo, a tendência de redução dos empregos formais na área da indústria não é algo específico da nossa cidade; pelo contrário, trata-se de um fenômeno que ocorre ao mesmo tempo na Região Metropolitana e, até mesmo, no Estado. Em contrapartida, o rendimento médio dos empregos formais da indústria cresce bastante no mesmo período, uma evidência da valorização da mão-de-obra qualificada que ainda atua nestes estabelecimentos em nossa cidade, com valores médios maiores que o Estado e a RMSP.

Ao longo dos anos, com o crescimento urbano e toda essa transformação no setor produtivo, algumas das áreas industriais passaram a representar grandes barreiras na cidade, instaladas em regiões dotadas de infraestrutura de saneamento, mobilidade, viária, educação, saúde, telefonia, entre outras. A valorização dos imóveis é considerável e, aos poucos, as indústrias já não geram mais tantos empregos como pudemos ver nos gráficos e tabela, uma consequência direta da sua modernização e informatização. Os espaços necessários para seu funcionamento não são mais os mesmos. Buscando o barateamento da operação, fecham as portas e mudam-se para cidades com mão-de-obra e custos de produção menores.

Assim, são deixadas para trás grandes áreas industriais em locais privilegiados, próximo a bares e restaurantes, shoppings e até de uma futura linha de metrô em projeto. Algumas destas áreas ficam com uso suspenso por anos, em razão de passivos e contaminantes ambientais gerados pelas antigas ocupações; e precisam ser submetidas a detalhados estudos, monitoramento contínuo e ações de reabilitação para seu uso seguro. Nos restando assim uma questão: o que fazer com os espaços ociosos?

Discussões se fizeram para convencer as empresas a ficarem, com algum sucesso. Outras soluções se tornaram possibilidades, como o uso do espaço, após reabilitação, para outro tipo de indústria ou a realização de intervenções urbanas para aproveitamento destas áreas em usos mais alinhados com o desenvolvimento urbano, como transformação em habitação para a população com espaços para áreas culturais, de lazer e de equipamentos turísticos.

Os setores da economia voltados à tecnologia de ponta nos ramos da comunicação, informática e telecomunicações despontavam como um novo mercado a ser explorado. A atratividade de outros municípios aos olhos da indústria forçou uma mudança do pensamento estratégico, tanto para as novas empresas em processo de instalação de sua planta como para os novos empreendedores liberais, empurrando a economia, como única alternativa, à prestação de serviços com toda uma gama de participação: escritórios de apoios múltiplos, como consultórios e laboratórios, lojas do segmento de informática e telecomunicação, expansão do turismo individual e executivo, feiras e eventos, forte expansão do mercado de alimentos como bares, restaurantes, supermercados, shoppings, como também a incorporação imobiliária em atendimento, com grande ênfase na verticalização da cidade, quer seja para o atendimento ao setor comercial, quer para o atendimento ao setor residencial. E hoje São Bernardo do Campo também pode ser chamado de cidade prestadora de serviços.

 

Em nossa cidade chama a atenção a impressionante e rápida verticalização: outrora fábricas, hoje prédios de luxo. Amplos terrenos que já abrigaram grandes fábricas despertam, nos dias de hoje, o interesse de incorporadoras que querem investir em empreendimentos de alto padrão no centro da cidade. Seguindo uma tendência mundial, as incorporadoras estão erguendo novos prédios com o conceito condomínio-clube. Podemos notar claramente a mudança ocorrida nas imagens aéreas ao lado, dos anos 2002 e 2014, em lotes bem próximos do centro e da Rodovia Anchieta. e Esquinas do centro estão recebendo empreendimentos do tipo multiuso (unidades comerciais, hoteleiras e residenciais), agregando valor aos imóveis e influenciando o mercado de trabalho do setor de construção civil, como pudemos ver nos gráficos anteriormente.

 

Alguns bairros da nossa cidade já são os mais desejados, com elevados padrões e, se comparados em preços aos importantes bairros da capital, aqui é possível comprar imóveis muito maiores pelo mesmo preço que os de São Paulo; ou seja, nossa SBC oferece mais conforto e espaço para morar, com custos menores. Todo esse movimento gerou uma escalada de empregos no setor de construção civil na primeira década dos anos 2000, uma valorização dos empregos na indústria, com um aumento nos salários dos funcionários empregados frente à redução do número de empregos, e uma evolução significativa nos empregos no setor de comércio, como já vimos. Quando olhamos para os dados das atividades econômicas registradas no Cadastro Fiscal Municipal, classificando-as segundo o CNAE – Cadastro Nacional de Atividades Econômicas e verificamos como se dá a distribuição destas atividades cadastradas em nossa cidade, podemos ver o destaque de bairros como Centro, Baeta Neves, Assunção e Rudge Ramos como os locais que concentram o maior número de comércios e serviços em São Bernardo. Porém, bairros como Taboão, dos Casa, dos Alvarenga, Montanhão e Demarchi também despontam como grandes bairros prestadores de serviços com forte tendência de crescimento no setor de comércio.[7]

Quanto ao rendimento médio por pessoa (per capita), os 3 bairros com maiores números são o Centro, Nova Petrópolis e Anchieta. Já os 3 bairros com menor rendimento seriam os considerados como Zona Rural, localizados principalmente na região do pós-balsa, e os bairros Montanhão, Batistini e dos Alvarenga. Estes dados, contudo, são coletados a cada Censo, e se referem ao último, realizado em 2010, ou seja, estão relativamente desatualizados, podendo ter variado nos últimos anos, algo que vamos descobrir apenas com o próximo Censo, em 2021.

Fonte: PMSBC, 2020

Fonte: PMSBC, 2020

Em 2017, o setor de comércio e serviços gerou quase o triplo de valor adicionado para a nossa cidade, quando comparado ao setor industrial, e se destaca frente aos demais municípios do ABC. Nossa cidade gera cerca de 50% mais recursos, no setor de comércio e serviços, que Santo André, a segunda economia da região. Em 2017 existiam aproximadamente 13 mil estabelecimentos formais em comércio e serviços instalados na cidade, dos quase 15 mil estabelecimentos formais. No setor de serviços estão à frente dos demais, em número de estabelecimentos formais, os subsetores de Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários, serviço técnico; Transportes e comunicações; Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação, etc.; Serviços médicos, odontológicos e veterinários e Ensino. No comércio, o varejo é responsável por cerca de 90% do número de estabelecimentos, sendo o comércio atacadista responsável por 10%. Já no setor industrial, as indústrias metalúrgica, mecânica, alimentícia, bebidas e álcool etílico são as com maior número de estabelecimentos na cidade. Podemos ver mais detalhes sobre estes números nos gráficos e tabelas ao lado.

 

 

Todos estes números nos mostram o quão importante é a economia de comércio e serviços em nossa cidade. Que, além dos tradicionais comércios e prestação de serviços corriqueiros nos ambientes urbanos e que já citamos aqui, também começa a dar passos na economia criativa, na economia cooperativa, na economia verde e na economia circular. Conectando-se e aproximando-se mais da inovação e da tecnologia. Para saber mais sobre esse assunto, clique aqui.

Além disso, é importante observarmos que, apesar de ser um município essencialmente urbano, nossa cidade também tem estabelecimentos no setor de agropecuária! Aqui também temos produção de hortifrúti, inclusive com produtos orgânicos! E uma área repleta de belezas paisagísticas, onde encontramos pesqueiros e estabelecimentos voltados ao atendimento da demanda de Turismo e lazer, seja ele de final de semana, Turismo de Pesca, Turismo Gastronômico, Cicloturismo, Religioso, Cultural, Pedagógico, Ecoturismo, Etnoturismo, Industrial ou outra atividade relacionada.

Para mais dados sobre a Economia de São Bernardo, você pode acessar o Painel Estatístico da Cidade

 

 

Você sabia?

Em nossa cidade existem duas Aldeias Indígenas Guarani (Guyrapaju e Kuaray Rexakã) e duas Rotas de Ecoturismo! É possível visitar as aldeias e viver experiências incríveis promovidas e organizadas pelos indígenas que vivem em nossa cidade. Já as Rotas de Ecoturismo, Caminho do Sal e Caminhos do Capivary, podem ser visitadas de forma autoguiada, sem necessidade de agendamento prévio, e são perfeitas para o cicloturismo (turismo de bicicleta). Além disso, nossa cidade também faz parte da Rota de Cicloturismo Márcia Prado, que começa na cidade de São Paulo, atravessando a Serra do Mar por São Bernardo do Campo e Cubatão e chegando à praia, em Santos. O município ainda conta com uma série de Pesqueiros que atraem muitos visitantes aos finais de semana, vindos de várias cidades da região. O Turismo Gastronômico fica por conta da Rota do Peixe e da Rota do Frango com Polenta, as mais conhecidas da cidade, além dos inúmeros restaurantes. E também é possível realizar Turismo Religioso, de Natureza e Turismo Cultural, visitando os templos da cidade, como a Mesquita Abu Bakr Assadik e os Antigos Terreiros de Candomblé, conhecendo as Unidades de Conservação Parque Natural Municipal Estoril, Parque Estadual da Serra do Mar e Parque Estadual Águas da Billings, a Rota Caminhos do Mar e aproveitando as horas às margens ou nas águas da Represa Billings, temos também o Parque Ecológico dos Imigrantes, único do tipo na região totalmente adaptado para cadeirantes e pessoas de baixa mobilidade.Você pode ainda visitar os históricos edifícios da cidade, como a Casa de Cultura, o Pavilhão Vera Cruz, o Parque Chácara Silvestre e a casa do Wallace Simonsen. Excursões pedagógicas também são comuns por aqui, pois existem muitos pontos interessantes a visitar para debater assuntos como gestão da água, Mata Atlântica, relevo, produção agrícola, entre tantos outros temas abordados nos currículos escolares, desde a infância ao ensino superior. Contudo, um dos locais mais tradicionais para as excursões escolares é a conhecida Cidade da Criança, um espaço voltado à diversão, repleto de brinquedos estimulantes. O Turismo Industrial é um atrativo a mais na cidade, com visitas regulares a algumas das indústrias que temos por aqui, onde é possível conhecer o processo produtivo de cada um dos estabelecimentos visitados. O roteiro pode ser visitado mediante agendamento. Para saber mais, acesse os links clicando sobre cada palavra.

 

 

Em todo o mundo, o Turismo é um dos setores com destacada importância na geração de negócios, empregos e renda. Em 2019 o setor de Turismo, no Estado de São Paulo, foi responsável por movimentar 10% do PIB total, com alta de 7,7% apenas no primeiro semestre.[8] São mais de 50 milhões de visitantes em todo o estado por ano. Este é um setor englobado sobretudo pelo setor de serviços, porém, envolve uma extensa cadeia produtiva da qual fazem parte os setores de gastronomia, transportes, construção civil, hotelaria, segurança, feiras e eventos, educação, entretenimento, esporte, cultura, agricultura, entre outros. São cerca de 52 setores produtivos[9]. O desenvolvimento do Turismo exige cada vez mais inovação e criatividade, com avanços tecnológicos, novos modelos de planejamento e gestão de negócios, de destinos e de atrativos finais.[10] Ou seja, uma cidade alinhada com o desenvolvimento tecnológico tem, certamente, mais potencial de atratividade de turistas. Se olharmos para nossa vizinha, a cidade de São Paulo, poderemos ver os números divulgados pelo Observatório do Turismo, criado por lá em 2016. A capital recebeu 14,9 milhões de turistas, sendo destes, 2,5 milhões de estrangeiros, são 455 mil postos de emprego, um enorme potencial, já que o turismo representa apenas 2% do PIB da cidade. A movimentação deste setor, por lá, gira, sobretudo, em torno de feiras de negócios e eventos e mais de 70% das pessoas chegam à cidade em veículo próprio.[11]

 

 

Em São Bernardo do Campo, esses números ainda não são conhecidos. Porém, recentemente, a nossa cidade recebeu o título de Município de Interesse Turístico, figurando entre os 140 municípios do Estado assim classificados. O título abre caminhos para a transferência de recursos indexados diretamente ao turismo na nossa cidade, ampliando sua capacidade de investimento no setor. [12] São muitas as possibilidades de investimento. Dotada de uma gama variada de hospedagens, a cidade conta com hotéis que atendem aos diversos tipos de viajantes. Ao longo do ano, festivais, festas tradicionais e eventos reúnem turistas que buscam negócios, diversão, espiritualidade, esporte e compras: Festa de São Bartolomeu; Feiras de Malhas, Procissões Religiosas como a dos Navegantes, Festivais como o do Cambuci, Feiras como a Expo Transportes, Maratonas, Campeonatos de Skate, BMX e Triatlo entre outros importantes eventos.

Ou seja, nossa cidade tem um imenso potencial para o desenvolvimento do turismo, seja pelas suas belas paisagens, pela oferta de infraestrutura, ou pela sua cultura e gastronomia, não faltam opções e possibilidades de expansão desse mercado tão promissor em todo o mundo, criando novos caminhos e configurações que tornam São Bernardo um município que vai muito além de suas bases econômicas iniciais, na agricultura, na indústria moveleira e automobilística.

Fotos: PMSBC, SMA, 2015 a 2018

Por isso, é importante lembrarmos que apesar do enfraquecimento da indústria automobilística e de autopeças, nossa São Bernardo do Campo continua uma cidade rica, com um grande potencial econômico, ocupando o 16° lugar no ranking das maiores economias do Brasil. No ABCD, responde pelo maior PIB em valores correntes e está acima do valor de PIB per capita médio do Estado de São Paulo. Sua arrecadação continuou crescendo ano a ano, sendo também responsável por um grande potencial de investimento. Daqui, partiram 5,05% das exportações do Estado de São Paulo em 2019. Entre os anos de 2010 e 2018, a receita municipal praticamente duplicou de valor, e entre os anos 2016 e 2018, as exportações cresceram cerca de 30%, mantendo um saldo sempre positivo na balança comercial (diferença entre as importações e exportações). Podemos ver todos estes números nos gráficos e tabelas a seguir.

 

Fonte: PMSBC, 2020

 

Fonte: PMSBC, 2020

Fonte: PMSBC, 2020

Todo esse movimento na economia na nossa São Bernardo gera grandes reflexos na produção e no modelo de cidade que estamos construindo ao longo dos anos. No processo de produção do espaço urbano e transformação da paisagem, sempre se levarão em conta muitos atores, principalmente o Estado e o Mercado Imobiliário. Aliados às redes de circulação e transporte, ao meio ambiente e às leis de uso de ocupação do solo, estes muitos atores definirão como será o uso da terra em todos os seus segmentos. Definindo como será o futuro da cidade.

Os impactos desse uso e, por consequência, desse modelo econômico, estão na mobilidade urbana, na qualidade e disponibilidade de água, na conservação do solo, na expansão urbana, no clima, na produção de resíduos, na preservação e conservação da fauna e da flora. A estreita conexão entre o meio urbano e rural em nosso município amplia rapidamente os impactos gerados pela cidade para as zonas de proteção ambiental, tão necessárias à manutenção da vida.

A paisagem urbana é, entre outras coisas, o resultado do modelo econômico utilizado, da necessidade, da ambiguidade e das relações sociais que nele ocorrem. Quanto mais excludente for uma sociedade, maior será a reprodução dessa exclusão no território, maior será a restrição de acesso à posse e propriedade da terra. Assim, cabe ao Estado regular a ocupação territorial, promovendo a diversidade, o equilíbrio da oferta da infraestrutura urbana, o acesso à cidade e qualidade de vida para todos os seus cidadãos. O que se pode realizar, em associação a outras ações, a partir da promoção de políticas de geração de emprego e renda, mas também a partir da escolha por um modelo mais sustentável de desenvolvimento econômico. O Protagonismo e o Controle Social são importantes caminhos na construção dessa sustentabilidade. Conhecer bem a cidade é uma iniciativa fundamental para poder promover um futuro mais alinhado com a garantia do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, sempre vislumbrando o cuidado desse bem de uso comum, coletivo, preservando-o para as presentes e futuras gerações e cuidando assim, da proteção à vida como um todo.

Conheça mais sobre nossa São Bernardo! Acesse os demais textos do Atlas Socioambiental.

 

 

Fotos: Gabriel Inamine, SECOM, PMSBC, 2019

REFERÊNCIAS

ABC DO ABC. São Bernardo do Campo - História. Disponível em: https://www.abcdoabc.com.br/sao-bernardo/institucional/historia (acesso em 12/11/2020)

AGÊNCIA PAULISTA DE PROMOÇÃO DE INVESTIMENTOS E COMPETITIVIDADE - SPINVEST. Turismo tem alta de 7,7% no Estado de São Paulo. Disponível em https://www.investe.sp.gov.br/noticia/turismo-tem-alta-de-7-7-no-estado-de-sao-paulo/ (acessado em novembro de 2020)

AGUILAR, Carolina Bracco Delgado de; ALVIM, Angélica Tanus Benatti. Espaço urbano, circulação e reservação ambiental: impasses e perspectivas na área de influência do Rodoanel em São Bernardo do Campo, SP. Cadernos Metrópole., [S.l.], v. 15, n. 29, p. 193-218, jul. 2013. ISSN 2236-9996. Disponível em: <https://revistas.pucsp.br/metropole/article/view/15822>. Acessado em setembro de 2020.

AZZONI, Carlos Roberto.  A lógica da dispersão da indústria no Estado de São Paulo, v. 16 n. Especial (1986). Disponível em: http://www.revistas.usp.br/ee/article/view/157378. Acessado em setembro de 2020.

BRESCIANI, Luís Paulo. Tradição e transição: o caso do Consórcio Intermunicipal Grande ABC. Cadernos Adenauer. Municípios e Estados: experiências com arranjos cooperativos. Rio de Janeiro: Fundação Konrad Adenauer, ano XII, n. 4, p. 161-178, abr. 2012. Disponível em: http://consorcioabc.sp.gov.br/imagens/noticia/Bresciani.pdf. Acessado em setembro de 2020.

CARDOZO, Soraia A. Guerra fiscal no Brasil e alterações das estruturas produtivas estaduais desde os anos 1990. (Tese de Doutorado). Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Economia. Campinas, 2010. 330 p. Disponível em: http://repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/285629. Acessado em: setembro de 2020.

CHAUÍ, Marilena de Souza. Política cultural, cultura política e patrimônio histórico. In: Direito a Memória: Patrimônio Histórico e Cidadania [S.l: s.n.], 1992. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ea/v9n23/v9n23a06.pdf. Acessado em setembro de 2020.

CONCEIÇÃO, Jefferson José da. Quando o Apito da Fábrica Silencia atores sociais diante da reestruturação do parque industrial do Grande ABC. Tese (Doutorado em Sociologia). Universidade de São Paulo - USP, SP, 2006. 338 p.

DESENVOLVIMENTO DE RODOVIÁRIO S.A. - DERSA. Rodoanel Mário Covas. http://www.dersa.sp.gov.br/empreendimentos/rodoanel-mario-covas/ (acesso em - novembro de 2020)

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FUNDAÇÃO SEADE. Perfil dos Municípios Paulistas. Disponível em https://perfil.seade.gov.br/ (acesso em outubro - novembro de 2020)

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NOTAS

[2] Fonte: Fundação SEADE. https://painel.seade.gov.br/pib-municipal-ranking/ (acesso em 15/10/2020)

[3] Fonte: Fundação SEADE http://www.imp.seade.gov.br/ (acesso em 15/10/2020)

[5] Fonte: Fundação SEADE http://www.imp.seade.gov.br/ (acesso em 15/10/2020) – pesquisa avançada

[6] Veja mais detalhes sobre como são calculados os números de emprego pela Fundação SEADE: “O número de empregos formais corresponde aos vínculos empregatícios ativos em 31 de dezembro de cada ano, de acordo com informações fornecidas pelos contratantes quando da elaboração da Relação Anual de Informações Sociais – Rais, do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. Entende-se como vínculo empregatício a relação de emprego mantida com o empregador durante o ano-base e que se estabelece sempre que ocorrer trabalho remunerado com submissão hierárquica ao empregador e horário preestabelecido por este. Esta relação pode ser regida pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT ou pelo Regime Jurídico Único, no caso de empregado estatutário do serviço público. Adicionalmente, a Rais levanta dados sobre vínculos de trabalhador avulso, trabalhador temporário (Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974), menor aprendiz, diretor sem vínculo que tenha optado por recolhimento do FGTS e trabalhador com contrato de trabalho por prazo determinado (Lei nº 9.601, de 21 de janeiro de 1998) (Anuário Estatístico Rais - Orientações para uso, 2010). As informações são fornecidas para cada um dos estabelecimentos empregadores, definidos “como sendo uma unidade que tenha um código específico no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ ou no Cadastro Específico do INSS - CEI. Mesmo empresas que declaram a Rais de forma centralizada devem fornecer informações separadas para cada estabelecimento” (Anuário Estatístico Rais - Orientações para uso, 2010).” (Fundação SEADE, 2020 - https://perfil.seade.gov.br/ - acesso em 05/11/2020)

[7] Importante destacarmos que o CNAE – Cadastro Nacional de Atividades Econômicas apresenta números diferentes do número de estabelecimentos comerciais porque é possível ter mais de um registro por estabelecimento/endereço. Por exemplo, podemos ter um estabelecimento industrial que contém dentro dele uma associação comunitária, um restaurante, um salão de beleza...

[11] Idem 4.

 

 

 

 

Atualizado em dezembro/2020

 

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